quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Sim, Top 5 - Oasis

Uma coisa boa de envelhecer e, consequentemente, amadurecer é poder curtir a música de pessoas que você não gosta! Eu demorei um pouco pra perceber que eu gosto muito de algumas músicas do Oasis, sem gostar dos seus compositores e intérpretes.

O Oasis tem algumas canções que simplesmente me fazem parar quase tudo apenas pra curti-las. E eu hoje não me sinto culpado!

Aqui vai mais um top 5!

Champagne Supernova – essa foi a primeira! Lembro que em meados dos anos 90 esse clipe era onipresente na MTV e foi por causa dele que comecei a me interessar pelo Oasis. Os instrumentos encobrindo a voz de Liam que cantava “quantas pessoas especiais mudam, quantas vidas elas vivem estranhamente?” é um prato cheio pra qualquer adolescente.

Cast No Shadow – até ano passado minha música preferida deles por ter uma letra de um lirismo poucas vezes encontrado numa banda de rock. Essa é daquelas pra cantar de peito aberto.

Keep The Dream Alive – trilha sonora de um momento bem conturbado da minha vida. Lembro de ter entrado no mestrado cheio de planos e as coisas não andavam como eu queria e nem próximas do que eu esperava. Dizer “manter o sonho vivo” era uma maneira de manter o sonho vivo! Simples!

Born On A Different Cloud – esse “tributo” aos Beatles marcou e ainda hoje me remonta aos meus dias nas Inglaterra quando cheguei e essa música tocava quase ininterruptamente no meu walkman (aquele aparelho com reproduzia as fitas que a gente gravava até o início desse século)

Who Feels Love? – essa é minha atual música preferida do Oasis, a letra é quase que autobiográfica pra mim... cantar “encontrei o que havia perdido aqui dentro, meu espírito se purificou, tirei um espinho do meu orgulho e de mãos dadas vamos dar uma volta lá fora” e complementar com “Te agradeço pelo sol, esse que brilha sobre todos que sentem amor”. Noel Galengher talvez seja o mais chato e criativo letrista dos últimos 20 anos.

E ainda ficaram de fora Talk Tonight, The Masteplan, Litle by Litle, Stop Crying You Heart Out, Don’t Look Back In Anger, Going Nowhere e Live Forever… quem sabe um dia eu faça a parte II dessa lista.










domingo, 20 de fevereiro de 2011

Carta para o amigo Fernando

Por Luis André Negrão

A vida segue um curso ao qual nós não temos controle. Não temos a menor noção daquilo que acontecerá em nossa vida daqui a minutos. Existe uma força, um ser supremo que nos rege. Independente dos planos que traçamos e dos sonhos que aspiramos a vida é inexoravelmente independente às nossas vontades e desejos.

Lembro que um dia recebi a noticia que um grande amigo, recém-casado seria pai. Imediatamente revivi momentos que passei ao seu lado e de fatos que ocorreram em nossas vidas e que me fazem considerá-lo um grande amigo.

Estive no seu casamento. Uma festa única. Uma das melhores que estive. Ele, brincalhão como sempre estava pleno de felicidades e transbordava e irradiava alegria para todos os lados. Com seu espirito inovador, fez com que todos os seus amigos comparecessem calçando alpercatas. Hilário vê-lo ao altar de paletó, flor na lapela, alpercata nos pés e o sorriso de sempre no rosto, o que se tornou marca registrada.

Lembrei-me de frases incríveis ditas por ele, como por exemplo: “as rádios têm um complô contra Geraldo Azevedo”. “Mão Santa é o único Piauiense ilustre que eu conheço. Vocês conhecem algum ator, escritor, de lá? A não ser Frank Aguiar, o Piauí não tem ninguém famoso”.

Um dia vi o meu amigo triste. Havia perdido um primo, criado ao seu lado como um irmão, vítima de uma rara doença incurável, que leva nos braços da Senhora Indesejável, aqueles a quem mais amamos. Foi assim que Guga partiu, deixando o meu amigo com uma saudade imorredoura.

Entretanto meu amigo é um guerreiro. Um nordestino! Conseguiu recuperar o ânimo pela vida. Encontrou em sua (então) noiva, o complemento. A base para o futuro familiar e a conduziu ao altar. A esposa do meu amigo não é uma pessoa com a qual eu tenha intimidade. Entretanto é alguém que aprendi a gosta muito. Gosto do seu sorriso e da sua expressão de felicidade. Ela é a mulher que o faz feliz e nos cativou. Hoje faz parte da nossa família. Ocupou o lugar que lhe estava reservado. Consequentemente, todos nós a amamos, pois ela era aguardada há muito tempo.

Hoje eu não tenho palavras para confortá-los. Uma perda irreparável desabou sobre eles. Uma pérola que era por todos nós aguardada foi arrebatada de nossas mãos pelos anjos do céu. Inexplicavelmente ela veio antes do previsto e se foi muito cedo. Entretanto, como sendo filha de um nordestino e de uma doçura de mulher, a pequena Alice lutou pela vida o quanto pôde e o quanto Deus permitiu.

Ao meu querido Fernando, pessoa que carrego em meu coração, e à meiga Joyce fica a falta de palavras para consolá-los de uma dor que jamais se deseja a outro. Tudo o que posso dizer é que meu ombro e meu eterno carinho serão sempre seus e meu coração está em luto.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Alice Vitória Pina Falcão Trindade

É tão estranho
Os bons morrem jovens
Assim parece ser
Quando me lembro de você
Que acabou indo embora
Cedo demais...

Alice Vitória Pina Falcão Trindade

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Viva a vida, Viva Alice!

Eu passei alguns dias querendo escrever um post legal para celebrar o nascimento da minha afilhada, Alice. Mas a responsabilidade é grande...

Ela nasceu com seis meses, 890g, 31 cm e o aparelho respiratório nem estava completamente formado... praticamente um milagre segundo alguns médicos que imaginavam que ela nem nasceria viva!

Alice, mesmo aparentemente frágil, nasce mostrado muita força! Força de viver e luta a cada segundo pra isso... Alguém que chega ao mundo dessa forma merece que a gente a reverencie, parabenize e construa um mundo melhor...

Alice nos enriquece de felicidade de poder conviver com alguém que nos ensina que a vida vale à pena mesmo que, aparentemente, nem saiba muito bem o que é isso... Alice é uma vitória, aliás, é Alice Vitória!

Alice hoje tem 1 semana de vida. Viva a vida, viva Alice!

Obrigado, Alice!

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Por que foi assim?

“Uma galerinha do barulho fazendo um som irado!"

Dizendo assim até parece propaganda de filme infantil, mas é essa a sensação de quem lê a biografia “Barão Vermelho – Por que a gente é assim”. Impressiona como uma das bandas mais importantes da música brasileira tenha um livro tão ruim para explicar a sua trajetória desde o início até 2005.

A história é interessantíssima. Uma das primeiras bandas de rock´n´roll da geração dos anos 80 e, possivelmente, a única que permaneceu quase todo o tempo fiel ao seu estilo inicial e apresentou ao mundo Cazuza e Frejat.

O livro é tão superficial que irrita... mesmo falando sobre drogas, brigas e prisões, parece narrar para os fãs dos ídolos adolescentes do momento. Um equivoco enorme porque grande parte das pessoas que se interessariam pelo livro são justamente aquelas que já passaram dos 25 anos.

A impressão que fica é que o texto parece ter saído do Wikipédia e não de Ezequiel Nevez (quem chama a si mesmo de Junkie) e Guto Goffi (membro fundador) e ter sido construído a partir de depoimentos de todos os que passaram pelo Barão. Parece que faltou coragem...

A melhor coisa do livro é o CD que o acompanha com as primeiras demos da banda...

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Eu não gosto de futebol


Hoje em dia sou considerado um velho. Tenho exatos 40 anos e cinco meses. Nasci logo depois do lendário tricampeonato da querida seleção brasileira por pouco não me chamei Carlos Alberto, o homem que levantou a taça Jules Rimet de 1970, roubada e derretida . Mas não gosto de futebol. Não torço pra nenhum time. Exceto a SELEÇÃO.

Eu até que tentei gostar, mas sabe quando você não tem a menor vocação para alguma coisa? Pois bem eu não tenho a menor vocação pra torcedor. Na verdade eu tenho paixão em torcer para a seleção brasileira. Em épocas de copa do mundo eu visto camisa, enfeito minha casa e tolero os comentários absurdos dos narradores e comentaristas da televisão. Paro tudo para assistir a minha SELEÇÃO jogar. Embora eu seja bem esclarecido e sabedor da cartolagem que existe por trás das decisões do título mundial hoje em dia. Durante esse período me deixo levar pelo patriotismo irracional e torço pela “pátria de chuteiras”.

O futebol se tornou uma paixão nacional por conta de ser a única alegria que o povo brasileiro teve durante a era negra da ditadura. Foi a saída que o governo teve para dar a alegria ao povo. Uma espécie de “panis et circense” tupiniquim.

Uma época nostálgica em que eu só ouvia falar de lendas que não mais brilhavam nos gramados como Didi e sua imortal “folha seca”; Garrincha e seus dribles desconcertantes; Pelé e seus gols mirabolantes e outros tantos. Entretanto pude ainda acompanhar craques como Reinaldo e Éder com seus chutes poderosos e assustadores; o time de ouro do Flamengo com Zico, Júnior, Leandro, Adílio, Andrade, Tita... ; Roberto Dinamite, o maestro do Vasco da Gama; Dadá Maravilha com sua paradinha no ar, tal qual um beija-flor ou um helicóptero, para depois batizar seus gols com nomes folclóricos; o Doutor Sócrates com suas jogadas de calcanhar e Wladmir do Corinthians; as defesas incríveis de Raul, Leão e outros tantos goleiros fantásticos, sem falar do lendário Mirandinha, goleador e matador dos gramados por onde passou.

Eu não gosto de futebol, porque hoje em dia não existem mais jogadores apaixonados por futebol. São superestrelas preocupadas com seus salários, com a quantidade de gols que as farão faturar mais, que fazem trocentos comerciais de TV para seus patrocinadores, preocupadas em ditar uma moda de cabelos, brincos, roupas... enfim, são qualquer coisa, exceto jogadores de futebol.

Em minha opinião, os jogadores de futebol de verdade ainda permeiam os campos de várzea, as terceiras divisões dos campeonatos estaduais, pois sabem que seus clubes não têm nada mais a lhes oferecer, e mesmo assim, suam a camisa em campos de gramados duvidosos ou da mais pura terra batida em busca de compartilhar com seus colegas de campo o glorioso gol, em busca da tão suada vitória e quem sabe dar uma entrevista em frente a um microfone coberto por uma flanela rota para a rádio difusora ou no máximo uma rádio de pouca frequência. Televisão? Um sonho distante.

Eu não gosto de futebol por que eu ia aos estádios com meu pai assistir aos jogos do Sport Club Recife, na época em que País e Merica eram ídolos e Nunes, do Santa Cruz, era o terror dos gramados e vi com estes olhos que a terra há de comer, o coração do então rubro-negro Carlos Alberto deixar de funcionar em plena Ilha do Retiro (Uma morte digna para um jogador), e hoje, não posso levar meu filho a um estádio por que as torcidas organizadas são gangues que aterroriza, assustam, espancam e matam mesmo os mais apaixonados torcedores e até mesmo os que não estão nem aí para o futebol.

Eu não gosto de futebol por que tudo se tornou um comércio, uma espécie de prostituição em que os jogadores leiloam seus passes, dirigentes arquitetem as melhores datas para os jogos que podem dar mais audiência à TV, mais bilheteria para os times e seus patrocinadores .

Eu não gosto de futebol por que eu tenho que contar quatro longos e malditos anos para que a próxima copa do mundo aconteça. Aí eu esqueço tudo que eu falei aqui e digo que amo futebol.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

O velho "de novo"!

Os discos de covers não são novidades, na verdade, no rock e pop dos anos 50 eles eram onipresentes. Os Beatles e Bob Dylan começaram a quebrar esse paradigma nos anos 60 quando lançaram discos só de músicas próprias e aí os compositores-intérpretes passaram a ganhar mais destaques.
Porém, os discos de covers não deixaram de existir, alguns bons exemplos como o Rock´n´Roll de John Lennon, From The Cradle de Eric Clapton, Pin Ups de David Bowie e Hookin´ On Bobo do Aerosmith e alguns não tão recomendáveis como os recentes lançamentos caça-níqueis de Rod Stewart cantando standards norte-americanos ganham destaques. No Brasil, o Ira! tem o excelente Isso é Amor, Renato Russo com Stonewall Celebration Concert e o Pato Fu com o interessante Música de Brinquedo, enquanto Nando Reis comete seu primeiro pecado na carreira solo com O Bailão do Ruivão. Enfim, bons ou não, essa receita parece certeira e sempre recebe novos adeptos.
Com a carreira em declínio depois de uma reunião sem graça com os antigos companheiros do Genesis, uma coletânea de músicas com temática romântica chamada Love Songs e um disco solo fraquíssimo, o Testify, parecia que o fazedor de hits dos anos 80 caminhava para uma aposentadoria precoce, principalmente depois de problemas seríssimos de saúde por que passou e praticamente o impedia de tocar sua bateria (poucos sabem que ele começou como baterista e só depois começou a cantar).
Mas quem tem talento e coragem nos surpreende de maneira positiva e Phil Collins foi em busca de regravar aquilo que sempre gostou de ouvir. Acompanhado dos Funk Brothers e um seleto grupo de músicos excelente, concebe Going Back, disco com músicas da época áurea da Mowtown e nos presenteia com o melhor lançamento de 2010, na minha opinião. Interessante que ele já havia regravado You Can´t Hurry Love que muita gente pensa até hoje ser dele e fez a sua própria “música da mowtown” com Two Hearts.

O disco é excelente em todas as suas faixas, daqueles que a gente coloca pra tocar repetidamente. O lançamento simples apresenta 18 músicas, mas bom mesmo é adquirir a versão que vem com um DVD, porque aí temos 28 músicas, dois videoclipes e 140 minutos de documentário! Recomendo também o DVD ao vivo Live At The Roseland Ballroom com o show saído do disco. Um deleite para olhos e ouvidos.

Não é o Phil Collins do Genesis, nem o da carreira solo, é um disco novo que parece gravado nos anos 70, é o velho "de novo"!

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Não dasabafe comigo!

Dizendo assim pode até parecer algo egoísta e não estou aqui me colocando contra o desabafo, claro que sou a favor, acho que isso é uma das principais coisas no relacionamento humano, devemos sempre estar abertos a escutar e ajudar as pessoas. Na verdade, sou contra o “desabafador profissional”.

O “desabafador profissional” é aquela pessoa que te conta a vida dela minutos após te conhecer ou te diz os mesmos “problemas” em toda a oportunidade que surge (normalmente problemas superficiais potencializados ao máximo e, claro, os amorosos que são o prato principal). Se você tiver o azar de conviver com um desses seres humanos vai precisar ter muita paciência pra ouvir um monte de problemas, dar os mesmos conselhos e fazer tudo de novo e outra vez!

Interessante que se você precisar desabafar, o “desabafador profissional” é o menos indicado. É uma contradição porque ele sabe mais do que os outros a “necessidade” desse tipo de contato. Por exemplo, tente conversar com um e, provavelmente, ele vai ficar comparando seus problemas com os dele e, com isso, vai substituir o seu desabafo pelo dele. O “desabafador profissional” só quer um par de ouvidos.

Se você é uma dessas pessoas, por favor, tenha pena dos que convivem contigo, seja mais altruísta e saiba que nem todo problema é pra te deixar deprê a alugar os outros. Se você convive com esse tipo de gente, lamento.

Enfim, isso foi apenas um desabafo, mas prometo que será o único (desse tipo).

sábado, 1 de janeiro de 2011

Clareando o lado escuro da obra-prima do Pink Floyd

Há discos que se tornam obras obrigatórias para quem aprecia música, em geral, e rock’n’roll, especificamente.

The Dark Side of The Moon é o principal legado do Pink Floyd, mesmo que The Wall tenha vendido mais, The Piper At The Gates of Dawn seja uma estreia fantástica, Animals tenha uma das capas mais inteligentes ou Wish You Were Here seja o preferido de uma grande quantidade de fãs.

Muito já foi dito sobre o disco principalmente o fato de ter ficado por 734 semana entre os 200 discos mais vendidos, então leituras sobre ele não me chamam muita atenção até eu adquirir “The Dark Side of The Moon – Os Bastidores da Obra-prima do Pink Floyd” de John Harris. Confesso que só o comprei pra fechar o valor mínimo e conseguir um parcelamento maior no cartão de crédito. Em casa, começo a folhear olhando as fotos e ver alguns trechos, daí rapidamente fui ao início e comecei a ler, terminei em dois dias as 220 páginas!

O autor começa narrando o início da banda e como Syd Barrett foi se tornando a principal e quase única força criativa da banda. Com a sua saída (ou melhor expulsão depois de se tornar “incapaz” de continuar) os demais integrantes, contando com a adição de David Gilmour continuaram em busca de um som que os desvencilhasse do outrora líder. O livro narra de maneira muito competente como foi a transição pelos discos Saucerful of Secrets, Ummagumma, More, Atom Heart Mother, Medle e Obscured By Clouds até chegar no embrião do Dark Side.

Em segunda, chega a parte mais interessante, fazendo uso das várias entrevistas que fez com as pessoas que participaram diretamente da concepção do disco (inclusive os integrantes da banda) e seu amplo conhecimento da época, John Harris conta como as composições começaram com Rick Wright e Gilmour, a origem de cada letra (fazendo uso de todo o background socialista de Roger Waters), a introdução de novos sons através dos recentes equipamentos adquiridos pela banda, os vários shows que serviram para lapidar as músicas, as seções de gravações até a elaboração da capa. A esse processo ele dedica três capítulos extremamente informativos e elucidantes.

Lamenta-se, entretanto, o fato do autor opinar bastante durante todo o texto e, com isso, deixar claro que não gosta de Roger Waters, curiosamente não critica o fato de Wright contribuir pouco ou Nick Mason praticamente não fazer nada mais do que tocar sua bateria.

Speak To Me, Breathe, One The Run, Time, Breathe (reprise), Money, Us & Them, Any Colour You Like, Brains Damage e Eclipse constituem uma obra-prima de uma das bandas mais influentes da história. Tem que estar a discoteca de todos que apreciam a boa música. O livro de John Harris é leitura recomendada não apenas para quem gosta da banda, mas para quem tem interesse em entender o mercado fonográfico dos anos 70.

O livro consegue clarear um pouco o lado escuro do Pink Floyd, uma banda sempre nos holofotes, mas com seus membros e seu processo de criação bastante reservados.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Natal com Beatles!

Há quem goste, há quem não... mas é impossível passar por essa época do ano sem pensar no Natal!

Top 5 músicas de Natal!


1 - Christmas Time (Is Here Again) – The Beatles (1966)


2 - Wonderful Christmas Time – Paul McCartney (1979)


3 - Christmas Eve – Ringo Starr (1999)


4 - Happy Xmas (War is Over) – John Lennon (1972)


5 - E como George Harrison não lançou nada sobre o natal, mais Beatles...




















quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Se você estivesse aqui hoje...

...teríamos mais...


JOHN LENNON (09/10/1040 - 08/12/1980)















sábado, 4 de dezembro de 2010

Nas tardes de sábado...

...é bom ouvir discos! Não música em clips ou rádios, não em coletâneas... mas discos! Aqueles que foram pensados e concebidos para serem ouvidos da primeira à última faixa! Álbuns! Sejam conceituais ou não... para mim o sábado à tarde é o melhor momento para se fazer isso...

Aqui vai uma lista de 5 discos que eu mais ouvi nas tardes de sábado...

Sgt. Pepper´s Lonely Hearts Club Band – The Beatles

A obra-prima do rock´n´roll! Quando eu quero ouvir alguma coisa diferente, começo aqui. É sempre diferente...

Let It Bleed – The Rolling Stones

E os Stones começam a entrar nos anos 70, ainda nos 60. Contém algumas das melhores músicas deles como Gimme Shelter, Midnight Rambler, Monkey Man, You Can’t Always Get What You Want e a versão alternativa de Honky Tonk Womam (Country Honk).

IV – Led Zeppelin

Esse é bom em qualquer tarde, mas Going To California, The Battle Of Evermore e Stairway To Heaven são excelentes condutores para qualquer viagem vespertina... When The Levee Breaks é um final arrebatador para o Zeppelin no seu melhor!


V – Legião Urbana

E a Legião deixava de ser só adolescente e politicamente correta para entrar de cabeça no rock progressivo, o resultado está nos fantásticos 11 minutos de Metal Contra As Nuvens, nos quase 8 de A Montanha Mágica e, de brinde, L’Âge d’Or.

Tumbleweed Connection – Elton John
Comprado numa manhã de sábado e ouvido pela primeira vez numa tarde de sábado. Esse é um dos poucos discos de Elton John nos anos 70 que não tem um hit mundialmente famoso. É o meu favorito e não tenho a menor ideia de quantas vezes o escutei... Amoreena emociona!

sábado, 27 de novembro de 2010

Nas manhãs de sábado...

... eu costumava sair de casa em direção ao terminal, pegava um ônibus, a viagem durava em torno de 30 min e desembarcava na Av. Conde da Boa Vista, em Recife.

Costumava visitar as lojas alternativas de discos com Vinil, O Disco de Ouro, Blackout, Flowers ou as convencionais como Aky Discos, Lojas Americanas, Livraria Cultura, etc. Aproveitava para ir ao sebo também, primeiro o que ficava próximo ao antigo Cinema Trianon (an0s 90) e depois aos próximo ao prédio do INSS.

Era praticamente impossível voltar pra casa de mãos vazias, sempre encontrava alguma coisa que me interessava... se não fosse algum disco que procurava, dava uma chance a algum artista que eu não conhecia bem ou aquele disco que li que era bom e precisava constar na discoteca de um apreciador.

Essas buscas eram intercaladas com observações sobre as pessoas comprando num sábado de manhã, o ritmo era outro; a maneira como se vestiam também; a presença de muitas crianças com pais indicando que não era um dia de semana normal... tudo isso intercalado com a visão do Rio Capibaribe, das pontes Duarte Coelho, de Ferro ou Maurício de Nassau...

Hoje eu não posso mais fazer isso porque resido numa cidade que não tem livraria, o sebo consiste em duas pequenas lojas, o único lugar que vende cd tem apenas “os sucessos do momento” e não há loja online ou download (que eu nem gosto) que diminua a saudade das minhas manhãs de sábado em Recife.

Saudade das minhas manhãs de sábado em Recife...





quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Argentina x Brasil?!?!? Claro que não...

E a gente sempre compara? Acho que sim!

Sempre tive uma péssima impressão dos argentinos, nunca entendi muito bem o porquê ou a origem disso, mas sempre os vi como rivais. Torcia contra e me sentia até feliz com a tristeza deles.

Mas numa viagem a Buenos Aires, algumas impressões mudaram... aqui vão cinco observações superficiais sobre eles (estive em Buenos Aires por apenas uma semana)

1 – Argentino gosta mais de futebol que brasileiro;

2 – argentino lê muito mais, mas muito mais que brasileiro;

3 – argentino ama muito mais a Argentina que o brasileiro ama o Brasil;

4 – na Argentina, comprar CD, DVD, roupa ou comida é mais barato. Bebida é absurdamente cara e

5 – os brasileiros, em geral, são grosseiros com os argentinos. Os argentinos, em geral, são corteses com os brasileiros.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Paul McCartney em Buenos Aires!

Mais duas noites memoráveis assistindo ao maior show de rock da Terra! Paul McCartney ao vivo em Buenos Aires!

Algumas coisas já são “rotina”, antes do show temos o vídeo com imagens dos anos 60 dando ênfase a Paul, claro. Goodnight Tonight, Temporary Secretary e Say, Say, Say são a trilha sonora para depois clássicos dos Beatles nas vozes de outros artistas ganharem destaque. Termina o vídeo, as luzes se apagam e, em seguida, um sorridente Paul McCartney aparece acenando para a platéia, os belíssimos acordes de Venus And Mars começam, a partir daí, três horas ininterruptas de clássicos mundiais.

O disco Band On The Run, relançado recentemente, ganha destaque com 5 das suas nove músicas sendo executadas. Mas são os Beatles quem mais aparecem, Paul apresenta All My Loving, I’ve Got A Feeling, Eleanor Rigby, Let It Be, Day Tripper, Lady Madona, Helter Skelter, rege um coro com mais de 50 mil vozes em Hey Jude, homenageia George Harrison com Something; John Lennon com Here Today e toca uma versão esplendorosa de A Day In The Life.

O ponto alto é Live And Let Die e sua pirotecnia! Inesquecìvel, fantástica!

Na segunda noite, Paul incluiu, para a surpresa de todos, Bluebird (mais uma do Band On The Run) e abriu o show com Magical Mystery Tour! Destaque ainda para Sing The Changes e Highway do seu último trabalho sob o pseudônimo de The Fireman. Paul consegue dominar o violão, piano, guitarra, ukelele, baixo e com seus 68 anos impressiona pelo vigor da sua voz, qualidade dos arranjos e domínio do público. Faz um excelente uso dos seus mais de 50 anos de experiência no palco.

Eu só tenho a agradecer a Paul por ainda estar produzindo e tocando em tão alto nível, agradecer também ao fato de hoje poder fazer essas estripulias financeiras (eu ainda nem sei como vou pagar tudo) e lamentar por não estar presente nas apresentações no Brasil (em Porto Alegre e São Paulo).

Sonho mais do que realizado! Aliás, o grande sonho musical mais que realizado!

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Hoje é o dia de vocês!

Felizmente, eu não convivi muito com a morte. Poucas pessoas do meu convivio se foram, porém algumas que eu nunca conheci causaram um impacto na minha vida e, de alguma maneira, senti suas mortes. Gostaria que estivessem vivas agora, principalmente porque teriam idade para isso... Provavelmente, o mundo seria um melhor lugar com elas...

Vamos lembrá-las...

Carl Wilson (1946-1998) – a melhor voz dos Beach Boys; Cássia Eller (1962-2001) – Rock´n´Roll em todos os aspectos; Christopher Reeve (1952-2004) – eu acreditava que um homem podia voar; George Harrison (1943-2001) – meu Beatle preferido;

Jimi Hendrix (1942-1970) – o maior guitarrista de todos os tempos; John Lennon (1940-1980) – !!!!!!!!!!!!;Mussum (1941-1994) – O trapalhão;

Renato Russo (1960-1996) – a Legião Urbana;

Richard Wright (1943-2008) – meu Floyd favorito e

Syd Barrett (1944-2006) – A psicodelia em forma de melodia

domingo, 31 de outubro de 2010

Presidente!

Se votou ou torceu para Dilma, comemore, se fez o mesmo para Serra esse é o momento para pensar no país.

Parabéns e Boa Sorte para Dilma e, principalmente, para o Brasil!

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

De Volta para o Futuro – A Trilogia

Sempre tem aquele filme que a gente vê tantas vezes quanto sejam possíveis. Paramos de mudar o canal quando ele surge na tela, vemos em DVD, colecionamos pôster, fotos e o que mais for possível. Eu tenho alguns assim na minha lista... Um deles é De Volta para o Futuro (e claro suas duas continuações)

Clássico absoluto da Sessão da Tarde! Lembro que vi o primeiro no Festival 25 anos da Rede Globo! Depois vi o terceiro no majestoso cinema São Luiz em Recife e o segundo locando em VHS. Se eu disser que assisti mais de 50 vezes os três filmes não é exagero, uma vez que vejo desde criança e já tive edições copiadas de VHS para VHS (quando conectávamos dois videocassetes), versões gravadas da TV e os boxes em DVD.

A série está completando 25 anos e estava aqui pensando sobre ela.

O primeiro filme tem a cara dos anos 80, o jovem Marty McFly acidentalmente volta 30 anos no tempo numa máquina desenvolvida por um louco cientista; conhece sua mãe (que faz coisas que depois viria a recriminar); fica amigo do seu pai; se mete numa confusão que pode acabar com sua existência, mas consegue resolver tudo e, de quebra, melhora consideravelmente a auto-estima do pai que deixa de ser um abestalhado para se tornar um escritor renomado.

Numa das raras vezes em que a sequência é melhor que o original, De Volta para o Futuro – Parte 2 fazem Marty, Jennifer e Doc avançarem 30 anos no futuro, depois voltam para 1985 (diferente) e vão novamente para 1955. A parte mais interessante é o futuro limpo, tranqüilo e politicamente correto, bem diferente do que era apresentado nos filmes de ficção da época.

E analisando algumas coisas dos dias atuais, lembrei que o Ipad se parece com o instrumento em que Marty assina uma petição; Tubarão 19 não é exagero quando temos 11 continuações de Sexta-Feira 13, 9 de A Hora do Pesadelo ou 7 sequências de Jogos Mortais. Creio que os carros voadores sejam mais difíceis de existirem em 2015, mas a onda de filmes 3D, tela de plasma e videoconferência caseira foram quase uma premonições em 1989!

Na terceira etapa, temos uma das aventuras mais empolgantes e hilárias no velho oeste. Uma homenagem a um estilo que estava fora de moda na época. Marty, Doc vão para 1955 1885 e 1985 em menos de 2 horas de projeção! Hill Valley, a cidade fictícia era perfeita para essas andanças temporais.

Nos três filmes, Marty se vê com problemas envolvendo a família Tunnen, Biff, Griff e Mad Dog; estão presentes também os Stricklands e sua vontade de manter a ordem; participa de fugas envolvendo skates; é acordado pela mãe dizendo ter sonhado com viagens no tempo e modifica alguns detalhes da história de Hill Valley.

A série encerra-se praticamente sem furos no roteiro. O Marty que inicia no primeiro filme não é o mesmo que termina o terceiro, ele passou por muita coisa, se viu mais velho; viu seus pais; seus filhos; seus ancestrais e sua cidade em 4 momentos históricos distintos. O Doc Brown, um dos personagens mais inesquecíveis da história do cinema não é apenas um coadjuvante, ele é fundamental em toda a jornada. Biff é um dos vilões mais legais, daqueles que a gente cria até uma afetividade de tão caricato.

Cenas como Biff dando cascudos em George McFly e dizendo “Hello, tem alguém aí? Pensa McFly, pensa”; Doc Brown quase servindo como condutor do raio que gera energia para a máquina do tempo em 1955; Marty “apresentando” Johnny B Good para uma platéia que ainda não estava preparada ou ainda encontrando sua mãe no 1985 alternativo em que ela está casada com Beef e seu pai morreu; Doc se apaixonando no velho oeste; o trem voador e tantas outras cenas são inesquecíveis... Tudo isso com uma trilha sonora pungente e efeitos especiais que ainda hoje são convincentes...

Bateu agora uma vontade de assistir a eles novamente...

Elenco:

Michael J. Fox - Marty McFly, Marty McFly Jr.; Seamus McFly

Christopher Lloyd - Dr Emmett "Doc" Brown

Thomas F. Wilson - Biff Tannen; Griff Tannen; Buford "Mad Dog" Tannen

Lea Thompson - Lorraine Baines McFly; Maggie McFly and

Crispin Glover - George McFly

Elisabeth Shue - Jennifer Parker

James Tolkan - Mr. Strickland; Marshal James Strickland

Mary Steenburgen - Clara Clayton

Billy Zane - Match

Casey Siemaszko - 3-D

J.J. Cohen - Skinhead,

Flea - Douglas J. Needles

Directed by Robert Zemeckis

Produced by Neil Canton; Bob Gale;

Executive producers: Steven Spielberg; Kathleen Kennedy; Frank Marshall

Written by Robert Zemeckis: Bob Gale

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Maccamania!

Ingressos esgotados em minutos! Gente de todo o Brasil indo para Porto Alegre e São Paulo para ver os 3 shows que Paul McCartney fará no Brasil, de crianças a idosos, numa alusão ao fenômeno de 1964 nos EUA, o Brasil vive sua particular Maccamania!

Em 1990, Paul trouxe a sua Get Back Tour para dois shows antológicos no estádio do Maracanã no Rio de Janeiro nos dias 19 e 21 de abril. Um dos shows entrou para o Guinness Book por ter mais de 180 mil pessoas pagando para uma apresentação solo. Paul chegava ao Brasil pela primeira vez causando grande alvoroço. Todos os órgãos de imprensa deram larga cobertura. A Rede Globo transmitiu o show que até hoje é bootleg obrigatório para os fãs.

Em 1993 ele voltou ao Brasil com a The New World Tour e tocou no estádio do Pacaembu em São Paulo no dia 3 de dezembro e dois dias depois na Pedreira Paula Leminski em Curitiba. Não causou o mesmo impacto das apresentações anteriores, mas os shows foram excelentes.

Em 2010, Paul vem trazendo sua Up And Coming Tour, que já esteve nos EUA, Canadá, Porto Rico e México. Além dos shows no Brasil – dia 7 de outubro em Porto Alegre e 21 e 22 do mesmo mês em São Paulo, ele ainda fará dois shows na Argentina!

Depois do privilégio que tive assistindo seus shows em San Francisco e Salt Lake City, recomendo a todos que façam o esforço necessário para assisti-lo. É um dos maiores espetáculos da terra! Paul com mais de 68 anos apresenta o melhor setlist da sua carreira e ainda vem relançando uma de suas obras-primas, o disco Band On The Run (1973).

Paul McCartney welcome back!


sábado, 9 de outubro de 2010

JOHN LENNON

Ele saiu de uma cidade portuária da Inglaterra para se tornar um dos seres humanos mais famosos da história!

John Lennon se estivesse vivo, hoje faria 70 anos!

Eu realmente não tenho como colocar em palavras o impacto da sua obra na minha vida, então deixo aqui apenas registrado a saudade de alguém que eu não conheci, que eu nunca vi, mas que sempre admirei!

John Lennon - 09/10/1940!

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

No Brasil é assim, tu não sabes!

Quer assistir ao show de Paul McCartney no Brasil? Caso não more em Porto Alegre ou São Paulo prepara-se pra viajar, até aí tudo bem, quem mora no Norte, Nordeste ou Centro-Oeste já está acostumado! Quer um bom local pra ver o show, prepare-se para desembolsar até 700 reais! Um absurdo! E isso não te garante estar perto dele porque na tal pista prime todos ficam em pé e pra conseguir um lugar pra vê-lo de perto precisa madrugar no estádio e se preparar pra correr quando os portões abrirem e estar disposto a ficar algumas horas sem ir ao banheiro!


Mas o pior é saber que você pode não conseguir o ingresso! O maior absurdo de todos! Vendas casadas! Em Porto Alegre para comprar os ingressos na tal “pré-venda” era preciso ser assinante de uma cadeia de jornais gaúchos ou sócio do Internacional Futebol Clube! Em São Paulo, precisa ter cartão de crédito de um grande banco!


Absurdo!


Mas me disseram “No Brasil é assim, tu não sabes”. Infelizmente quem me disse está certo. Infelizmente no Brasil é assim!


Assisti a dois shows dele nos EUA esse ano e comprei os ingressos sem nenhuma dificuldade ou obrigação. Cheguei ao estádio e fui calmamente para meu lugar próximo ao palco. Vi Paul McCartney de perto e pagando bem menos. Pulei, cantei, me emocionei, inesquecível!


No Brasil é assim... Os shows serão fantásticos! É o alento!

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