sábado, 1 de janeiro de 2011

Clareando o lado escuro da obra-prima do Pink Floyd

Há discos que se tornam obras obrigatórias para quem aprecia música, em geral, e rock’n’roll, especificamente.

The Dark Side of The Moon é o principal legado do Pink Floyd, mesmo que The Wall tenha vendido mais, The Piper At The Gates of Dawn seja uma estreia fantástica, Animals tenha uma das capas mais inteligentes ou Wish You Were Here seja o preferido de uma grande quantidade de fãs.

Muito já foi dito sobre o disco principalmente o fato de ter ficado por 734 semana entre os 200 discos mais vendidos, então leituras sobre ele não me chamam muita atenção até eu adquirir “The Dark Side of The Moon – Os Bastidores da Obra-prima do Pink Floyd” de John Harris. Confesso que só o comprei pra fechar o valor mínimo e conseguir um parcelamento maior no cartão de crédito. Em casa, começo a folhear olhando as fotos e ver alguns trechos, daí rapidamente fui ao início e comecei a ler, terminei em dois dias as 220 páginas!

O autor começa narrando o início da banda e como Syd Barrett foi se tornando a principal e quase única força criativa da banda. Com a sua saída (ou melhor expulsão depois de se tornar “incapaz” de continuar) os demais integrantes, contando com a adição de David Gilmour continuaram em busca de um som que os desvencilhasse do outrora líder. O livro narra de maneira muito competente como foi a transição pelos discos Saucerful of Secrets, Ummagumma, More, Atom Heart Mother, Medle e Obscured By Clouds até chegar no embrião do Dark Side.

Em segunda, chega a parte mais interessante, fazendo uso das várias entrevistas que fez com as pessoas que participaram diretamente da concepção do disco (inclusive os integrantes da banda) e seu amplo conhecimento da época, John Harris conta como as composições começaram com Rick Wright e Gilmour, a origem de cada letra (fazendo uso de todo o background socialista de Roger Waters), a introdução de novos sons através dos recentes equipamentos adquiridos pela banda, os vários shows que serviram para lapidar as músicas, as seções de gravações até a elaboração da capa. A esse processo ele dedica três capítulos extremamente informativos e elucidantes.

Lamenta-se, entretanto, o fato do autor opinar bastante durante todo o texto e, com isso, deixar claro que não gosta de Roger Waters, curiosamente não critica o fato de Wright contribuir pouco ou Nick Mason praticamente não fazer nada mais do que tocar sua bateria.

Speak To Me, Breathe, One The Run, Time, Breathe (reprise), Money, Us & Them, Any Colour You Like, Brains Damage e Eclipse constituem uma obra-prima de uma das bandas mais influentes da história. Tem que estar a discoteca de todos que apreciam a boa música. O livro de John Harris é leitura recomendada não apenas para quem gosta da banda, mas para quem tem interesse em entender o mercado fonográfico dos anos 70.

O livro consegue clarear um pouco o lado escuro do Pink Floyd, uma banda sempre nos holofotes, mas com seus membros e seu processo de criação bastante reservados.

4 comentários:

  1. Valeu Gesner!
    Se quiser ler o livro, tá na mão! Abraços!

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  2. Valeu a sugestão!Parabéns pelo post e pelo Blog, chegou pra ficar!Beijão!

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  3. Oi Bete, valeu pela leitura e comentários, você é uma grande incentivadora!

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