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terça-feira, 1 de abril de 2014

Yes!


Eu vi o Yes!

Abriram o show com Close to the Edge (um disco fantástico, porém difícil para o ouvinte casual), depois foram ao mais pop, Going For The One (e eu pude ouvir duas das minhas  preferidas, a faixa título e Wonderous Stories). Pausa de 20 minutos! Regressam com sua obra-prima: The Yes Album! Se eu já adorava esse disco, ouvi-lo ao vivo me deu uma outra dimensão do seu significado. Por fim, um bis com Roundabout do disco Fragile! Finalizava assim, a noite setentista, uma ode ao rock progressivo! 

O show do Yes pode parecer anacrônico, afinal tocar 3 discos completos com músicas de 20 minutos, abrindo mão do default Best of é incomum. Mas não à toa escolheram 3 dos álbuns mais consistentes e conhecidos da banda. Chris Squire e Steve Howe comandam tudo com muito carisma, presença de palco e  talendo impressionante! Alan White e Geof Downes dão segurança a banda e Jon Davison (o impressionante substituto de Jon Anderson) nos faz pensar que estamos, de fato, nos anos 70. 

Porém, talvez pensando na geração que tem acesso a informação imediata e fragmentada, antes do show, várias imagens contando a história da banda foram projetadas, tudo muito didático, quase um wikipedia. Cada música executada tinha seu nome escrito no telão, com a capa do álbum, tipo iTunes. Eram os anos 70 com cara de século XXI. O show agradou aos jovens (até uns 25 anos) e fez a velharada (aí me incluo, mesmo que só tenha 35 anos) delirar!

A música do Yes nunca foi óbvia e nem fácil. Raramente foi comercial, porém sempre foi instigante! O Yes foi uma banda que ajudou na transição entre o pop dos anos 60 ao progressivo dos anos 70, fizeram pop nos anos 80 e desde os 90 regessaram aos 70, no bom sentido. Mais de 15 membros já passaram por lá, incluindo Rick Wakeman, Trevor Rabin e Jon Anderson, mas a banda continua... Acho que sempre haverá um Yes porque os membros passam, a música fica...


Poderia tentar descrever o que foi o show, mas isso é impossível, a música do Yes não se descreve, se sente. A música do Yes te transporta para onde você quiser e às vezes você não volta. Bom, eu ainda não voltei de ontem... fiquei lá...

P.S. Sem fotos do show porque era realmente proibido e eu não vi ninguém tentando. A educação canadense sempre me surpreende!

domingo, 22 de abril de 2012

Paul McCartney foi Arretado!

E a quinta vez foi a melhor. O DJ com música dos Beatles em diversas versões, o telão com as colagens e as luzes se apagando para Paul McCartney entrar no palco com os braços levantados saudando a plateia. 


Tudo igual!

NÃO!

Estamos em Recife, minha terra natal e no estádio do meu time do coração!
Eu estou incrédulo, mas consigo acompanhar bem quase tudo. Até hoje, é o show em que estou mais tranquilo, menos ansioso e mais observador. Completamente controlado. Mas Paul tem seus truques e mesmo que os conheça, fui surpreendido. Mesmo sabendo toda sequencia de música e nunca ter chorado nos quatro shows que vi antes.
Maybe I’m Amazed tocada com aquela foto dele com um bebê no casaco coneguiu o improvável. Lembrei de muita coisa e imaginei muita coisa.. Enfim...

CHOREI!

Depois disso, esse foi o show da minha vida, fim da primeira parte!

Segundo dia, sem novidades. Minha cidade natal, estádio do meu time e eu já conheço tudo a ponto de me preparar para não chorar naquela música (aquilo foi algo esporádico, é claro).
Mas ver Paul com minha família? Ih... Complicou. É nisso que dá ter ganhado os ingressos da minha querida amiga Cláudia Tapety. Estavam lá minha mãe, irmão, grandes amigos, primo e minha mulher (que está carregando nosso primeiro filho). Sai ileso em Maybe I’m Amazed, mas aí veio Something e ouvir a música do meu Beatle preferido, abraçando minha mulher e sentindo sua barriga encostada em mim foi demais.

CHOREI DE NOVO!

Depois disso, não sei mais qual foi o show da minha vida. Rendo-me a Paul e todos os seus encantos, talentos, truques e carismas.

Qualquer dia, escrevo um texto mais objetivo sobre esse show! Por enquanto não dá. 








terça-feira, 3 de abril de 2012

O Espetáculo do Século XXI


Roger Waters interage com o muro que interage com a plateia que fica fascinada. As caras de incredulidade aumentam o tempo todo. Pessoas chorando, gritando e de queixo caído estavam em toda parte.

Waters é o dono do show, mas o muro que vai sendo construído ao longo da apresentação e serve como um gigantesco telão é tão igualmente protagonista. Não é apenas um show para se ouvir, ver é igualmente impactante. As imagens não apenas complementam a música, mas dão vida a elas.

Passei 32 anos sonhando com o The Wall ao vivo (desde sua execução em 1980 quando eu tinha 2 anos de idade). Para minha surpresa e alegria, Roger Waters realizou meu sonho em 2012. Depois de ver seu show em 2002 (o primeiro de um artista internacional que pude presenciar), estar em mais uma apresentação dele era algo impensado. Mas, nesses últimos dois anos, o inimaginável faz parte da minha vida o tempo todo. Sorte minha!

Ingresso caro, viagem, filas, horas em pé... Tudo isso valeu à pena e como valeu. O espetáculo que assisti está muito além do que as minhas palavras podem descrever. A experiência de presenciar um concerto em que as apresentações ao vivo estão sendo reinventadas é se sentir na vanguarda. Em pleno século XXI, Waters transforma uma obra escrita nos anos 70 em algo atual em conteúdo e forma.
Segue uma pequena descrição:

A abertura (In The Flesh) mais fantástica que já vi com até um avião se chocando com um palco; a primeira sequencia em que o muro é protagonista (The Thin Ice); um coral de crianças e as mensagens no muro (The Happiest Days of Our Lives / Another Brick In The Wall Part II); uma novidade acústica (Another Brick In The Wall Part II); um dos melhores momentos do show com o “Nem Fudendo” no muro e Waters cantando com ele mesmo mais novo (Mother); a animação do filme e o bombardeio de símbolos como o M da McDonalds ou a Estrela de Davi (Goodbye Blue Sky); o rock de arena (What Shall We Do Now? / Young Lust); o isolamento e mais um show do muro (Don’t Leave Me Now / Another Brick In The Wall Part III) até o término da primeira parte com Waters cantando por uma fresta do muro (Goodbye Cruel World)

INTERVALO

A banda tocando por trás do muro (Hey You), a primeira abertura nos tijolos (Is There Anybody Out There); a segunda abertura (Nobody Home); mais shows do muro (Vera e Bring The Boys Back Home); momento mágico de Waters e do muro (Comfortably Numb); Pink chega ao palco e
executa uma sequência fantástica (The Show Must Go On / In The Flesh / Run Like Hell / Waiting For The Worms / Stop); o porco inflável com a mensagem “O novo código florestal vai matas as florestas do Brasil"; um show vocal e teatral de Waters (The Trial) e todos juntos homenageando a plateia e encerrando o show (Outside The Wall).

No final, a plateia cantava “Olê, Olê, Olê, Roger, Roger”, os músicos improvisaram cantando e tocando junto. Belíssima homenagem. O muro cai e alguns tijolos chegam até a plateia, consegui um pedaço, ficará de recordação!
Essa sequência ficará para sempre na minha mente. Tenho as fotos e alguns vídeos para ajudar, mas nem mesmo se um DVD for feito com o registro desse show poderá capturar a sua essência, suas contradições, sua relevância, seu impacto e como Waters e sua equipe revolucionaram um espetáculo ao vivo. Valeu cada real, valeu cada minuto.












segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Eu vi um Beatle em Recife!

Quando me tornei fã dos Beatles lá no final dos anos 80, algumas coisas eu sonhava... sonhava em ter todos os lp´s da banda, conhecer todas as músicas e um dia poder ir a Liverpool. Confesso que assistir algum deles ao vivo nunca foi meu sonho porque era um tipo de sonho que eu nem podia imaginar. Era algo tão distante como surfar no sol.

Isso começou a mudar ano passado depois de assistir a quatro shows de Paul McCartney e o show de Ringo Starr, aliás, o show de Ringo foi a noite mais emocionante da minha vida.

Mas ver um Beatle na minha cidade natal, no lugar onde vivi por 30 anos era algo ainda mais impossível. Quando penso em todas as vezes que ouvi, vi e pensei nos Beatles, todos os encartes, revistas, livros, sites, jornais, documentários, enfim... tudo que vi e ouvi que trata de Ringo Starr, aquela imagem tão presente na minha vida e hoje poder assisti-lo na minha cidade. Não há palavras para descrever.

Eu vi um Beatle em Recife!

Quanto ao show? Quase perfeito, digo “quase” porque eu queria ver mais Ringo, queria que ele cantasse mais! Só! Mas para quem nunca havia sonhado com isso, tive demais!

A platéia deu um show à parte com todas as homenagens feitas a ele. E Ringo retribuiu com simpatia e talento. Atenção e afeto! Diria Paul: "and in the end, the love you take is equal to the love you make".

Valeu Ringo! Foi o melhor presente que recebi em Recife!

domingo, 28 de agosto de 2011

Livre arbítrio é no Google!

“E vocês não estão dançando, né? Mas eu entendo... todo mundo tem livre arbítrio... depois vocês pesquisam no Google o que quer dizer livre arbítrio”.

Foram com essas palavras que o ex-Replicantes, Wander Wildner, encerrou a minha participação no Festival Raiz & Remix em Petrolina.

Bem que poderia ter terminado de uma maneira mais agradável, afinal, eu estava ali pra ver o show dele e aguentei um monte de coisa que não me atraem muito.

Mas é assim... Espero que nos próximos shows ele encontre a platéia que deseja e caso não aconteça, que tenha educação e respeito pelos presentes. Afinal, o show dele nem bom estava...

Better luck next time!

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Paul McCartney no Arruda!

Enquanto não acertam a vinda dele, vamos ao aniversário!!!

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Um depoimento desapaixonado

O que falar sobre um show de uma lenda viva do rock'n'roll? Sensacional? Espetacular? Fantástico? Demais? Extasiante? Parafraseando Gilberto Gil: Não tenho adjetivos e os tenho!!! TODOS!!! Como dizem os fãs brasileiros: Foggy é phoda!!!

Acho que agora ele fez de vez as pazes com seu passado, das 25 músicas tocadas, 18 são da sua fase Creedence e apenas 7 da carreira solo. Acho que definitivamente seguiu o conselho de George, que certa vez disse que ele deveria tocar Proud Mary, Travelin' Band e Fortunate Son, pois senão todos pensariam que são músicas da Tina Turner, Bruce Springsteen e Pearl Jam, respectivamente.

Durante as duas horas de show, Foggy desfila um clássico atrás do outro e ainda assim, muita coisa boa, tanto do Creedence quanto da sua carreira solo ficou de fora. No entanto, comparando os quatro set lists da turnê brasileira, notei que a cada show ele troca de cinco a seis músicas. No show que eu fui, ele não tocou: Susie Q (!!!), Travelin' Band (!!!), Bootleg, I Put a Spell on You (!!!), Run Through the Jungle (!!!), Wrote a Song For Everyone, Cotton Fields, Somebody Help Me, Hot Rod Heart, Rock and Roll Girls e Centerfield (!!!!). Contudo, posso dizer que sou um privilegiado por ter visto e ouvido ele executar uma de suas mais belas canções: Long as I Can See the Light, confesso que chorei...

Um crítico americano disse acreditar que John Fogerty teria feito um pacto com o demônio para realizar shows tão perfeitos. Não acredito em tão pacto, mas só o sobrenatural para explicar a excelência de uma apresentação de Foggy. Não tenho palavras para exprimir, só vendo, só estando lá diante do cara. Mesmo aos 65 anos a voz continua a mesma e ele agora está solando melhor!!!! Quando o roadie entrega a Gibson Les Paul prateada, se segure, vem rock'n'roll de primeira qualidade por aí.

Como se não bastasse você ter no palco uma verdadeira lenda americana, a banda é muito boa, extremamente entrosada e afinada, chegam ao impossível de tornar o que já era excelente, excelentíssimo. Os caras conseguem dá um molho todo especial aos velhos clássicos do Creedence, fazendo com que soem melhor do que as versões de estúdio. O baterista, Kenny Aranoff, é um caso a parte, ouso a dizer que seguramente é um dos cinco melhores bateristas do mundo atualmente, o cara bate demais!!!! Que me perdoem os fãs mais puristas do Creedence, mas Kenny Aranoff juntamente com o baixista David Costa (amigo pessoal de Foggy) formam uma cozinha melhor que Doug Clifford e Stu Cook.

Hoje, 13/05/2011, Foggy se apresenta em Buenos Aires. Daria todo meu reino se o tivesse para estar lá... Eu seria um verdadeiro Fortunate Son... Ou melhor, um verdadeiro Fortunate Fan, hehehehehe...


Best Wishes,

Junior


sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Paul McCartney em Buenos Aires!

Mais duas noites memoráveis assistindo ao maior show de rock da Terra! Paul McCartney ao vivo em Buenos Aires!

Algumas coisas já são “rotina”, antes do show temos o vídeo com imagens dos anos 60 dando ênfase a Paul, claro. Goodnight Tonight, Temporary Secretary e Say, Say, Say são a trilha sonora para depois clássicos dos Beatles nas vozes de outros artistas ganharem destaque. Termina o vídeo, as luzes se apagam e, em seguida, um sorridente Paul McCartney aparece acenando para a platéia, os belíssimos acordes de Venus And Mars começam, a partir daí, três horas ininterruptas de clássicos mundiais.

O disco Band On The Run, relançado recentemente, ganha destaque com 5 das suas nove músicas sendo executadas. Mas são os Beatles quem mais aparecem, Paul apresenta All My Loving, I’ve Got A Feeling, Eleanor Rigby, Let It Be, Day Tripper, Lady Madona, Helter Skelter, rege um coro com mais de 50 mil vozes em Hey Jude, homenageia George Harrison com Something; John Lennon com Here Today e toca uma versão esplendorosa de A Day In The Life.

O ponto alto é Live And Let Die e sua pirotecnia! Inesquecìvel, fantástica!

Na segunda noite, Paul incluiu, para a surpresa de todos, Bluebird (mais uma do Band On The Run) e abriu o show com Magical Mystery Tour! Destaque ainda para Sing The Changes e Highway do seu último trabalho sob o pseudônimo de The Fireman. Paul consegue dominar o violão, piano, guitarra, ukelele, baixo e com seus 68 anos impressiona pelo vigor da sua voz, qualidade dos arranjos e domínio do público. Faz um excelente uso dos seus mais de 50 anos de experiência no palco.

Eu só tenho a agradecer a Paul por ainda estar produzindo e tocando em tão alto nível, agradecer também ao fato de hoje poder fazer essas estripulias financeiras (eu ainda nem sei como vou pagar tudo) e lamentar por não estar presente nas apresentações no Brasil (em Porto Alegre e São Paulo).

Sonho mais do que realizado! Aliás, o grande sonho musical mais que realizado!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Maccamania!

Ingressos esgotados em minutos! Gente de todo o Brasil indo para Porto Alegre e São Paulo para ver os 3 shows que Paul McCartney fará no Brasil, de crianças a idosos, numa alusão ao fenômeno de 1964 nos EUA, o Brasil vive sua particular Maccamania!

Em 1990, Paul trouxe a sua Get Back Tour para dois shows antológicos no estádio do Maracanã no Rio de Janeiro nos dias 19 e 21 de abril. Um dos shows entrou para o Guinness Book por ter mais de 180 mil pessoas pagando para uma apresentação solo. Paul chegava ao Brasil pela primeira vez causando grande alvoroço. Todos os órgãos de imprensa deram larga cobertura. A Rede Globo transmitiu o show que até hoje é bootleg obrigatório para os fãs.

Em 1993 ele voltou ao Brasil com a The New World Tour e tocou no estádio do Pacaembu em São Paulo no dia 3 de dezembro e dois dias depois na Pedreira Paula Leminski em Curitiba. Não causou o mesmo impacto das apresentações anteriores, mas os shows foram excelentes.

Em 2010, Paul vem trazendo sua Up And Coming Tour, que já esteve nos EUA, Canadá, Porto Rico e México. Além dos shows no Brasil – dia 7 de outubro em Porto Alegre e 21 e 22 do mesmo mês em São Paulo, ele ainda fará dois shows na Argentina!

Depois do privilégio que tive assistindo seus shows em San Francisco e Salt Lake City, recomendo a todos que façam o esforço necessário para assisti-lo. É um dos maiores espetáculos da terra! Paul com mais de 68 anos apresenta o melhor setlist da sua carreira e ainda vem relançando uma de suas obras-primas, o disco Band On The Run (1973).

Paul McCartney welcome back!


sexta-feira, 8 de outubro de 2010

No Brasil é assim, tu não sabes!

Quer assistir ao show de Paul McCartney no Brasil? Caso não more em Porto Alegre ou São Paulo prepara-se pra viajar, até aí tudo bem, quem mora no Norte, Nordeste ou Centro-Oeste já está acostumado! Quer um bom local pra ver o show, prepare-se para desembolsar até 700 reais! Um absurdo! E isso não te garante estar perto dele porque na tal pista prime todos ficam em pé e pra conseguir um lugar pra vê-lo de perto precisa madrugar no estádio e se preparar pra correr quando os portões abrirem e estar disposto a ficar algumas horas sem ir ao banheiro!


Mas o pior é saber que você pode não conseguir o ingresso! O maior absurdo de todos! Vendas casadas! Em Porto Alegre para comprar os ingressos na tal “pré-venda” era preciso ser assinante de uma cadeia de jornais gaúchos ou sócio do Internacional Futebol Clube! Em São Paulo, precisa ter cartão de crédito de um grande banco!


Absurdo!


Mas me disseram “No Brasil é assim, tu não sabes”. Infelizmente quem me disse está certo. Infelizmente no Brasil é assim!


Assisti a dois shows dele nos EUA esse ano e comprei os ingressos sem nenhuma dificuldade ou obrigação. Cheguei ao estádio e fui calmamente para meu lugar próximo ao palco. Vi Paul McCartney de perto e pagando bem menos. Pulei, cantei, me emocionei, inesquecível!


No Brasil é assim... Os shows serão fantásticos! É o alento!

domingo, 19 de setembro de 2010

Top 5 – Shows que eu queria ter visto – Parte I

A idéia nasceu numa manhã de sábado em que eu escutava o acústico do Nirvana depois de muito tempo. Fiquei pensando “putz, como eu queria ter visto esse show”, rapidamente uma lista me veio a mente com os shows que eu gostaria de ter presenciado... aí vai a primeira parte...

George Harrison – The Concert for Bangladesh (1971)

O primeiro concerto beneficente já feito. George Harrison convidou amigos e parceiros para fazer um espetáculo em nome de Bangladesh, local de nascimento de seu grande amigo Ravi Shankar. Ringo Starr cantou seu então hit, a excelente It Don´t Come Easy, mostrando que uma carreira solo sairia do “quarto” Beatle; Leon Russel fez um medley com Youngblood e Jumpin´ Jack Flash; Billy Preston empolgou com That´s The Way God Planned It e Shankar apresenta uma longa peça indiana. Bob Dylan (que só confirmou presença quando entrou no palco), executou Blowin’ In The Wind, The Times They Are A-Changing, Mr. Tambourine Man e Just Like a Woman. George Harrison fez uma apresentação esplendorosa com músicas da sua então recente carreira solo como Beware of Darkness, My Sweet Lord e Bangladesh e os clássicos absolutos dos Beatles Here Comes the Sun, Something e While My Guitar Gently Weeps. Tudo isso com a participação de um guitarrista chamado Eric Clapton! Mais histórico que isso, quase impossível...


The Beatles- San Francisco (EUA) - 1966

Entre as apresentações mais famosas dos Beatles estão as do programa televisivo de Ed Sullivan em 1964, maior audiência da TV americana até aquele momento; a apresentação no Hollywood Bowl em 1965 em Los Angeles – recorde de público e primeiro show em estádio; o concerto do Budokan no Japão em 1966; a primeira apresentação televisiva via satélite cantando All You Need Is Love em 1967 e o clássico Show do Telhado (Rooftop Concert de 1969). Porém eu queria mesmo ter visto o último show ao vivo em agosto de 1966 no Candlestick Park em San Francisco. Eles já estavam cansados de fazer turnês e ali encerraram uma maratona que durava praticamente 9 anos ininterruptos. Foi um marco na carreira da banda!

Nirvana - Unplugged MTV (1994)

Show que motivou essa lista, teve um impacto muito forte pra mim. Comecei a ouvir Nirvana na minha pré-adolescência e acho quase impossível que uma pessoa de 13 anos que se interessasse em rock´n´roll não se sentisse atraído por músicas como Smells Like Teen Spirit ou Lithium (clássicos do disco Nevermind de 1991). Porém, o acústico foi algo bem diferente do que eles normalmente faziam (e confesso que não gostava do Nirvana no palco, principalmente pelas apresentações erráticas e agressivas com o público de Kurt Cobain). Ouvir Oh Me, Plateau, Lake Of Fire e as versões de Polly, Come As You Are e The Man Who Sold The World foi uma grata surpresa. Essa última ainda me emociona. Foi a partir dela que descobri um dos artistas que mais gosto e respeito: David Bowie! Era o Nirvana se despedindo...

Led Zeppelin - Knebworth - 1979

Era o Led Zeppelin na sua reta final. Os dias do Led Zeppelin II, Led Zepellin VI, Houses Of The Holy e Physical Graffiti tinham ido... agora era pra se contentar com o inócuo In Though The Out Door! E se não estavam tão inventivos no estúdio, no palco parecia que uma nova era começava... os anos tocando juntos davam ao quarteto uma dinâmica impressionante. Achilles Last Stand é uma das coisas mais bem feitas que eu vi até hoje ao vivo; Kashimir é um convite à uma viagem mental mesmo no DVD, fico imaginando vendo e ouvindo lá; Rock And Roll está na sua melhor versão ao vivo e Whole Lotta Love parece reinventada no palco, principalmente na sua segunda metade. Como pode uma banda fazer isso? Não sei, melhor nem saber... John Bohan se foi... Jimmy Page e Robert Plant gravaram e tocaram juntos várias vezes depois disso, algumas delas com John Paul Jones, mas nada como naquelas duas noites de 1979!


Pink Floyd The Wall Live (1981)

Meu disco preferido é o Wish You Were Here, para mim o mais bem feito é Dark Side Of The Moon, acho o The Piper At The Gates Of Dawn aburdamente fantástico, porém é impossível um fá do Pink Floyd não gostar do The Wall. Não vou entrar nos problemas que envolviam a banda naquele momento e a irregularidade entre as músicas. Mas seja o que for que gerou um show como o The Wall, veio de mente(s) criativas(s) e perturbada(s). Contar uma história de alguém se isolando do mundo pode até parecer fácil no disco e no filme, mas no show... Ver uma banda executando as músicas enquanto um muro se constrói deixando a platéia sem “ver” os músicos é audacioso e, ainda, executando apenas músicas recentes, esquecendo os clássicos já feitos parece realmente loucura... tudo isso e as excelentes versões ao vivo é o The Wall Live. Fica aqui registrado apenas o lamento desse show não ter chegado em DVD até hoje. I wish I was there...

Em breve a parte II


domingo, 18 de julho de 2010

Paul McCartney fez o show da minha vida duas vezes












Falar de Paul McCartney é fácil, aliás, muito fácil. Ele foi um Beatle; ajudou a revolucionar a música nos anos 60; é o compositor mais bem sucedido da história; toca baixo, guitarra, violão, piano, teclado, bateria; pinta; compõe música erudita; lidera campanhas humanitárias; gravou com John Lennon, George Harrison, Ringo Starr, Stevie Wonder, Carl Perkins, Brian Wilson, Michael Jackson, Eric Clapton, Elvis Costello; já tocou em todos os continentes; é detentor do recorde de maior público pagante em um show... enfim... são mais de 50 anos de carreira bem vividos!

Sempre imaginei assistir um dos seus shows, tenho alguns amigos que já estiveram e sempre falam muito bem e acho que quando a gente deseja muito uma coisa, a gente consegue!

Então.... EU ESTIVE EM DOIS SHOWS DE PAUL MCCARTNEY EM 3 DIAS! E ainda tive o bônus de vê-lo tocando com Ringo Starr. Então são 3 vezes em 7 dias!

Impossível descrever o que se sente quando se assiste a um show do seu maior ídolo vivo (infelizmente George Harrison não está mais por aqui, é meu beatle preferido)

Paul toca por quase 3 horas com um fôlego impressionante pra quem tem 68 anos! Sabe exatamente o que fazer e dizer pra deixar uma platéia empolgada. Um show em San Francsco e outro em Salt Lake City, o primeiro em uma das cidades mais rock’n’roll que existe, o outro numa das cidades mais conservadoras. Os hippies e os mórmons! Paul se saiu bem com os dois...

Os repertórios foram praticamente idênticos e isso mostra a relevância da suas músicas já que os públicos eram bem distintos. Lá estavam clássicos dos Beatles como All My Loving, Day Tripper, Hey Jude, Let It Be, Yesterday, Blackbird, Back In The USSR... mas confesso que as músicas que mais me causaram impacto foram justamente as pós-beatles, aquelas da carreira solo como Letting Go, Live And Let Die, Ram On, Sing The Changes e Nineteen Hundred and Eghty Five! Homenagem a George com Something (que ele incorporou ao seu repertório desde o Concert for George em 2002) e a John Lennon com Here Today (a conversa que eles nunca tiveram) e A Day in The Life/Give Peace A Chance nos fazem pensar como seria o mundo com eles ainda presentes...

Tudo terminou, ficaram as fotos, as lembranças, os souvenires e, sobretudo, a vontade de ver outros shows!

Em outro momento vou postar aqui como foram as aventuras pra se estar presente nesses shows, por hora, fica o registro de um sonho realizado.

E no fim, o amor que você dá é igual ao que você recebe (Paul McCartney em 1969)

sábado, 10 de julho de 2010

Eu vi um Beatle, eu vi dois Beatles!

Eu amo a obra dos Beatles, quem me conhece, quase sempre compreende o seu impacto na minha vida. Posto isso, vamos à memorável noite de 7 de julho de 2010!

Cheguei no Radio City Hall e comecei a perceber que tudo era real. O letreiro (à moda antiga) anunciava Ringo Starr & The All Starr Band e as pessoas circulavam com camisas estampadas com imagens dos Beatles! Eu estava com minha grande amiga Cláudia Tapety, responsável pela minha ida.

Entrei no belíssimo Radio City Hall e procurei o meu lugar, sexta fileira à esquerda, bem perto do palco. Fiquei olhando e imaginando o que aconteceria em alguns minutos. A ansiedade era grande. Veria um dos meus ídolos tocando! Era a noite do aniversário de Ringo Starr.

20:00h e a banda começa a entrar no palco, a euforia toma conta do público, começa-se a ouvir o refrão “It don’t came easy, you know it don’t came easy” e entra um sorridente Ringo Starr no palco! O Radio City vibrava como se fosse algo vivo! Era um Beatle cantando!

Ao terminar a primeira música, eu grito para Cláudia (que estava duas fileiras à minha frente) ”mostra a tua faixa”. Pra nossa surpresa, Ringo leu o que estava escrito: “Ringo, I Love you, Happy Birthday, please, let me give you a presente” e depois ele disse ”Ok, now where is the gift?” e logo em seguida começou a cantar Honey Don’t! Pra quem saiu de Recife para Nova York pra ver o show era quase como um bônus...

O show prosseguiu com Ringo cantando clássicos dos Beatlles como "I Wanna Be Your Man" e "Yellow Submarine" e músicas da sua carreira solo como “The Other Side of Liverpool” e “Photograph”. Todas as suas apresentações eram intercaladas com os membros da sua banda que podem também cantar músicas de seus trabalhos anteriores. O destaque foi Gary Wright (que já gravou com George Harrison e o próprio Ringo) e todos os membros reverenciavam Ringo, principalmente em alusão aos seus 70 anos.

O show se encaminhava para o final quando antes da última música, entra a família de Ringo com um enorme bolo em forma de Bateria! Momento emocionante! Foi muito bom ver Ringo falando com os netos.

Em seguida, ele anuncia que vai cantar uma música e, que se a recepção não for boa, ele nunca mais a cantaria... o que vimos foi uma série de músicos e amigos de Ringo entrando no palco para cantar e tocar junto com ele... ali estavam Zak Starkey (seu filho que atualmente toca com o The Who), Jeff Lynne (amigo que ajudou a produzir a série Anthology e trabalhou com Paul McCartney, George Harrison, Bob Dylan e Roy Orbinson), Tom Petty e até Yoko Ono (devo dizer que essa presença não me agradou muito – antes do show tive a oportunidade de ficar a 1 metro dela). Todos cantaram "With A Little Help From My Friend".

Belíssima maneira se comemorar o aniversário, cercado pelos amigos e família e cantando ...”com uma pequena ajuda do meu amigo”...

O show terminou, as luzes se apagaram, a platéia estava excitadíssima e pedia pelo bis. Nesse momento fiquei imaginando como ele poderia fazer esse bis, cantaria "Octopu’s Garden", "Don’t Pass Me By" (da época dos Beatles) ou alguma da carreira solo?

E quem estava na frente viu quando um colocaram um baixo Höfner no palco! Um baixo Höfner! Marca registrada de Paul McCartney! Confesso que o coração disparou, fiquei nervoso, eu estava muito perto do palco... não havia nenhum anúncio de que Paul estaria no show (mesmo que houvesse um rumor)... e quando eu estava tentando me acalmar observando a reação da plateia (aqueles que estavam mais longe do palco não viram o baixo chegar), a banda começa a entrar novamente no palco... e vejo do meu lado direito aparecer PAUL MCCARTNEY!

Ele entra no palco, cumprimenta os músicos, saúda a platéia e a banda começa a tocar Birthday (música do Álbum Branco dos Beatles de 1968, que todo beatlemaniaco já ouviu em seu aniversário)... a platéia berrava, as pessoas saiam dos seus lugares, a segurança do local estava atônita porque não conseguia controlar tudo... eu me senti na beatlemania dos anos 60!!! Eu estava mais do que feliz... não sei qual a palavra que me descreveria naquele momento...

O show terminou e todos saíram! Fui ao encontro de Cláudia que estava gritando e chorando ao mesmo tempo, ficamos nos olhando, estávamos incrédulos sobre o que tínhamos presenciado. O Radio City lentamente se esvaziava, foi o mais próximo que se pode chegar de um show dos Beatles hoje, já que, infelizmente, não temos mais John Lennon e George Harrison.

Na saída, vimos um amontoado de pessoas que esperavam a banda sair do Radio City... Cláudia de maneira muito perspicaz localizou o carro de Paul McCartney (como ela sabia? Puro instinto – ela disse que ele sempre anda num carro daqueles – e dedução – a tampa do motor estava quente e Paul foi o último a chegar). Esperamos quase duas horas... mas valeu! Vimos a saída de Ringo e Paul. Cláudia inclusive conseguiu chegar bem perto de Paul e trocaram algumas palavras (que ela não lembra por estar muito nervosa...)

A quarta-feira 7 de julho de 2010 terminou. Mas a memória daquela noite seguirá para sempre... eu vi Ringo Starr no seu aniversário de 70 anos, eu vi Paul McCartney tocando com ele. Nada pode me tirar isso... a vida é feita também de lembranças... essa será uma das mais importantes para mim! Ainda bem!

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