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segunda-feira, 18 de junho de 2012

Paul McCartney, 70 anos!


E hoje Paul McCartney completa 70 anos! Dizendo assim, pode até soar normal, mas vejamos...

Aos 15 anos ele conhecia John Lennon...

Aos 16 já era membro do embrião dos Beatles com George Harrison...

Aos 20 era o vocalista principal do primeiro single da banda, Love Me Do

Aos 23 anos compões Yesterday, a música mais regravada da História!

Aos 24 escrevia letras como as de Eleanor Rigby e For No One

Aos 25 liderou o álbum mais revolucionário da história da música, o Sgt. Pepper´s Lonely Hearts Club Band

Aos 26 era o líder da maior banda de todos os tempos!

Aos 27 teve a coragem de finalizar essa mesma banda!

Se aos 27 anos ele já tinha feito essas coisas, o que ele fez com os restantes 43 anos de vida?

É impossível falar da vida de obra de Paul McCartney em um post, sequer num blog inteiro. Aliás, várias biografias foram escritas sobre ele... Mas isso ainda é pouco.

Hoje, Sir Paul McCartney completa 70 anos de vida.

São os 70 anos do artista mais importante de todos os tempos na música!

sábado, 3 de dezembro de 2011

Vivendo no mundo material

Depois de esperar uma eternidade (pelo menos para mim), finalmente assisti as duas partes do documentário Living In The Material World que narra a vida de George Harrison.

As quase quatro horas de imagens, músicas e depoimentos ainda são insuficientes para falar de George Harrison. Martin Scorsese bem que tentou e não creio que seja sua culpa, mas ficou tanta coisa de fora... Discos como o George Harrison (1979) e Cloud 9 (1989) nem foram citados. O seu envolvimento com a mulher de Ringo Starr e o processo de plágio de My Sweet Lord, tampouco. Quase não foi tratada também sua relação com John Lennon. No lugar disso, temos mais da metade do documentário direcionado à sua vida da infância até o fim dos Beatles. Para mim, esse é o grande equívoco. Claro que sua vida nos anos 60 foi muito mais intensa e importante para a música, mas isso já foi discutido e mostrado em grande volume. Eram os 31 anos seguintes, os menos conhecidos, que deveriam receber destaque.

Bom, mas falando do que está lá... Impressionante, fascinante, surpreendente e intrigante. Poderia procurar outras palavras, mas não expressariam o prazer de assistir Living In The Material World. Os depoimentos de Eric Clapton, Olivia Harrison, Ringo Starr e Dhani Harrison deixam uma pista do que foi George. Clapton narra o processo de “roubar” a esposa do amigo e de como ele foi cavalheiro; Olivia conta como foi “avaliada” por George antes de se tornar esposa; Ringo dá o depoimento mais bonito sobre quando o visitou, já no fim da vida, e contou que estaria viajando para Boston para uma cirurgia na filha e George, já bem fraco diz: quer que eu vá com você? (Ringo chora). Por fim, temos Dhani falando como foi crescer com o pai, a imagem dele ainda adolescente tocando guitarra com George no estúdio e depois se abraçando é linda.

As imagens inéditas são um deleite para os olhos dos fãs, principalmente da turnê de 1974 e as filmagens caseiras recebendo pessoas como Bob Dylan, Tom Petty, Roy Orbison e Jeff Lynne, os Traveling Wilburys, a segunda mais importante banda na vida dele.

O documentário termina com uma belíssima imagem de George se filmando no jardim que ele cuidou a vida toda após um belo depoimento de Olivia.

Pronto, acabou! Queria uma terceira parte, mas ela não virá... quem sabe os extras do DVD ajudem um pouco a minimizar a necessidade de ver mais...

Quem tiver interesse em baixar as duas partes do documentário, é só clicar aqui.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Eu vi um Beatle em Recife!

Quando me tornei fã dos Beatles lá no final dos anos 80, algumas coisas eu sonhava... sonhava em ter todos os lp´s da banda, conhecer todas as músicas e um dia poder ir a Liverpool. Confesso que assistir algum deles ao vivo nunca foi meu sonho porque era um tipo de sonho que eu nem podia imaginar. Era algo tão distante como surfar no sol.

Isso começou a mudar ano passado depois de assistir a quatro shows de Paul McCartney e o show de Ringo Starr, aliás, o show de Ringo foi a noite mais emocionante da minha vida.

Mas ver um Beatle na minha cidade natal, no lugar onde vivi por 30 anos era algo ainda mais impossível. Quando penso em todas as vezes que ouvi, vi e pensei nos Beatles, todos os encartes, revistas, livros, sites, jornais, documentários, enfim... tudo que vi e ouvi que trata de Ringo Starr, aquela imagem tão presente na minha vida e hoje poder assisti-lo na minha cidade. Não há palavras para descrever.

Eu vi um Beatle em Recife!

Quanto ao show? Quase perfeito, digo “quase” porque eu queria ver mais Ringo, queria que ele cantasse mais! Só! Mas para quem nunca havia sonhado com isso, tive demais!

A platéia deu um show à parte com todas as homenagens feitas a ele. E Ringo retribuiu com simpatia e talento. Atenção e afeto! Diria Paul: "and in the end, the love you take is equal to the love you make".

Valeu Ringo! Foi o melhor presente que recebi em Recife!

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Para celebrar Ringo Starr (Top-5)

Ringo Starr é o único baterista de rock´n´roll que possui uma carreira solo consolidada. Isso é fato! Como fã de Beatles desde a infância, me acostumei a ouvir de pessoas com pouco conhecimento ou muito preconceito palavras depreciativas em relação à Ringo. Hoje nem discuto mais, não vale à pena perder o tempo. Qualquer baterista numa banda que possuía John Lennon, George Harrison e Paul McCartney ficaria ofuscado, mas felizmente e devido ao seu talento, isso não aconteceu ao Ringo. Aos 71 anos, apresenta 16 álbuns solos, com hits em primeiro lugar e uma longa lista de pessoas influenciadas por ele.

Mas para que só o conhece pelas músicas dos Beatles, aqui vai um Top – 5 dos seus trabalhos solos!

1 –Ringo (1973)

Considerado por quase todos, o melhor trabalho solo dele e um dos melhores dos ex-Beatles. Ringo mais parece uma coletânea de tantas músicas boas que apresenta. Dois presentes de George Harrison (Photograph e Sunshine Life For Me), um de John Lennon (I’m The Greatest) e um de Paul McCartney (Six O’Clock), além da participação deles tocando e cantando. O disco ainda tem a bela You And Me (Baby), a escrachada You´re Sixteen e a potente Oh My My. Aliás, não tem sequer uma música razoável. Todas são excelentes. Ringo está cantando muito bem e o disco termina com um clima de felicidade nunca visto em outro trabalho pós-1970.

2 – Times Takes Times (1992)

Ringo entra nos anos 90 com um discaço! Depois de quase dez anos sem lançar nenhum álbum, esse á uma aula de rock´n´roll. Lançado em meio ao movimento grunge e o confuso mercado de início da década, não chamou muita atenção do público maior. Mas não conheço fá de Beatles que não adore essa pérola. “Weight Of The World” é, na minha opinião, uma forma de Ringo se despojar do fato de ser um ex-Beatle e “Don’t Go Where The Road Don’t Go” é o Ringo que todos conhecem, só ouvindo pra perceber!

3 – Old Wave (1983)


Não sei o porquê desse disco ser tão raro. Já visitei dezenas de lojas em diversas cidades e nunca vi esse cd para vender! Aqui temos o Ringo tocando jazz, soul, rock, balada... impressionante. Com participação de Eric Clapton, Joe Walsh (ex-Eagles), Gary Brooker (ex-Procol Harum) e John Entwistle (The Who) e composições bem inventivas, Old Wave precisa ser ouvido com muito respeito. Be My Baby, In My Car e I Keep Forgettin´ são tesouros escondidos.

4 – Sentimental Journey (1970)

Se alguém tem alguma dúvida do fantástico artista que é Ringo Starr, escute “Night And Day” para perceber que ele não deve nada Frank Sinatra! Aliás, essa versão é superior a de Sinatra ou de Billie Hollyday. E se alguém duvida da sua capacidade de cantar, é só escutá-lo na música título do disco ou na melhor versão de “Have I Told You Lately That I Love You?”. Seu primeiro álbum solo é também o seu mais audacioso.

5 - Ringo Rama (2003)

Entrando no novo século com o melhor do século passado. Ringo Rama apresenta a comovente homenagem a George Harrison “Never Without You” (que já nasceu como clássico). O disco é praticamente uma grande homenagem ao melhor do rock´n´roll e faz isso com participações de David Gilmour, Eric Clapton, Willie Nelson e mais de uma dezena de excelentes músicos. Os maiores homenageados são os Beatles, referências em letras, efeitos sonoros e harmonias estão presentes em praticamente todas as músicas. Procurá-las á um bônus pra quem escuta.

Observação? menção honrosa precisa ser feita ao excelente Goodnight Vienna (1974), I Wanna Be Santa Claus (1999)(disco só com músicas sobre natal) e The Anthology... So Far (2001) (com sua All-Star Band)

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Esperando George Harrison!

Eu já comentei aqui que George Harrison é meu Beatle preferido. Tudo começou quando ouvi o Revolver pela primeira vez e as suas músicas realmente tiveram um impacto bem maior que as de Paul ou John naquele disco.
Quando ele morreu, eu realmente senti como se fosse alguém da minha família... Bom, pelo menos eu tinha um carinho muito grande pelo músico que ele foi e quanto mais eu conhecia da sua vida, mais o admirava... Saber que alguém assim morreu causa impacto...
Fiquei muito feliz quando soube que Martin Scorcese assumiu a direção de um documentário sobre ele, afinal, depois do belíssimo trabalho em No Direction Home falando sobre Bob Dylan, só poderia esperar o melhor...
Ontem foi divulgado o primeiro trailer... Fantástico, belíssimo, emocionante... A ansiedade só aumentou...
Esperando Living In The Material World


terça-feira, 2 de agosto de 2011

A "rivalidade" dos anos 60 com cara de século XXI


Algumas idéias são tão óbvias e mesmo assim não acontecem. Já tinha dito isso antes quando me referia ao Across The Universe e um dos temas mais discutidos quando se fala do rock dos anos 60, é a rivalidade entre Beatles e Rolling Stones.

O tema é onipresente nos textos que tratam de qualquer uma das bandas como em revistas, jornais, documentários, debates, enfim... Mas não existia um livro para tratar exclusivamente do assunto. Eis que essa lacuna é preenchida com “The Beatles Vs The Rolling Stones – A Grande Rivalidade do Rock’n’Roll” de Jim Derogatis e Greg Kot.

O livro é primoroso nas mais de 190 páginas de imagens, quase todas em cores com excelente qualidade, além de muita informação. É um convite para o deleite dos fãs, sejam mais recentes ou die hard e ainda atendem os curiosos. O primor começa com a capa dura e uma imagem em 3D em que os Beatles se transformam em Stones dependendo do ângulo que você vê.

Mas nem tudo é perfeito, como a premissa ou o pretexto do livro é a rivalidade entre as bandas, algo que todos os membros já desmentiram, o texto parece forçado e quase sempre faz comparações equivocadas.

Os capítulos são:

1 – Criando Mitos – como a imagem de cada banda foi construída com suas influências musicais e trabalho dos empresários – na minha opinião o melhor capítulo.

2 – O cantor, não a canção – uma comparação entre Mick Jagger, John Lennon e Paul McCartney como vocalistas – advinha quem perde feio? Pobre Mick...

3 – Nada é real – a psicodelia de cada banda.

4 – Eu sou o cara da guitarra – mais uma comparação, dessa vez entre George Harrison, John Lennon, Keith Richards, Brian Jones e Mick Taylor! Putz... Se eu fosse músico, certamente detestaria esse capítulo de tão superficial que é.

5 – Os alguns duplos – imaginem comparar o Exile On Main St com o Álbum Branco? Os discos são tão diferentes que é impossível traçar um paralelo que não seja apenas... serem discos duplos!

6 – Entendo as bases – compara Paul McCartney a Bill Wyman como baixistas, advinha quem perde? Pobre Bill...

7 – Palmas para o baterista – mais uma comparação, dessa vez entre Ringo Starr e Charlie Watts – acho que a única que não fica forçada porque o estilo diferente de cada baterista, de certa forma, moldou o estilo das bandas.

8 – And in the end, the Love you make... Etc. Etc. – fala sobre como vivenciaram o fim dos anos 60, com os Beatles se desintegrando e os Stones se renovando. O segundo melhor capítulo.

A ideia é ótima, mas o que torna essas bandas ícones do rock não é o individual e sim o coletivo, isso foi pouco explorado. As comparações ficam mais para fãs em bate-papos do que jornalistas teoricamente conhecedores escrevendo um livro. No fim, os capítulos 1 e 8 se mostram interessantes, os demais são realmente desnecessários.

O trabalho gráfico compensa e torna o livro recomendável para quem gosta das bandas. Se você quer ter apenas um livro bonito em casa ou quer dar um presente legal, adquira esse. Acredito que, nesse contexto, o conteúdo dos textos é desnecessário. Afinal, o século XXI tem visto uma atenção maior ao visual do que ao conteúdo.

domingo, 8 de maio de 2011

A música


“A música requer mecânica, gente batucando, soprando, raspando ou arranhando. Mas no final é inatingível, é sonho. Não se pode apalpar a música, não se pode vê-la. Pode-se até pensar que é possível visualizá-la na partitura, mas é apenas um pedaço de papel. A música não existe sem o tempo e um bom par de ouvidos receptivos. Por isso, considero a música como a arte mais maravilhosa de todas – a razão pela qual fico e encantado. Acima de tudo, a música precisa de tempo” (George Martin no livro “Paz, Amor e Sgt. Pepper”)


Além de ter sido o melhor produtor musical que já existiu, tendo produzido quase tudo dos Beatles, ele consegue definir música de uma maneira tão precisa e emotiva ao mesmo tempo. Grande George Martin!!!


quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Natal com Beatles!

Há quem goste, há quem não... mas é impossível passar por essa época do ano sem pensar no Natal!

Top 5 músicas de Natal!


1 - Christmas Time (Is Here Again) – The Beatles (1966)


2 - Wonderful Christmas Time – Paul McCartney (1979)


3 - Christmas Eve – Ringo Starr (1999)


4 - Happy Xmas (War is Over) – John Lennon (1972)


5 - E como George Harrison não lançou nada sobre o natal, mais Beatles...




















sábado, 4 de dezembro de 2010

Nas tardes de sábado...

...é bom ouvir discos! Não música em clips ou rádios, não em coletâneas... mas discos! Aqueles que foram pensados e concebidos para serem ouvidos da primeira à última faixa! Álbuns! Sejam conceituais ou não... para mim o sábado à tarde é o melhor momento para se fazer isso...

Aqui vai uma lista de 5 discos que eu mais ouvi nas tardes de sábado...

Sgt. Pepper´s Lonely Hearts Club Band – The Beatles

A obra-prima do rock´n´roll! Quando eu quero ouvir alguma coisa diferente, começo aqui. É sempre diferente...

Let It Bleed – The Rolling Stones

E os Stones começam a entrar nos anos 70, ainda nos 60. Contém algumas das melhores músicas deles como Gimme Shelter, Midnight Rambler, Monkey Man, You Can’t Always Get What You Want e a versão alternativa de Honky Tonk Womam (Country Honk).

IV – Led Zeppelin

Esse é bom em qualquer tarde, mas Going To California, The Battle Of Evermore e Stairway To Heaven são excelentes condutores para qualquer viagem vespertina... When The Levee Breaks é um final arrebatador para o Zeppelin no seu melhor!


V – Legião Urbana

E a Legião deixava de ser só adolescente e politicamente correta para entrar de cabeça no rock progressivo, o resultado está nos fantásticos 11 minutos de Metal Contra As Nuvens, nos quase 8 de A Montanha Mágica e, de brinde, L’Âge d’Or.

Tumbleweed Connection – Elton John
Comprado numa manhã de sábado e ouvido pela primeira vez numa tarde de sábado. Esse é um dos poucos discos de Elton John nos anos 70 que não tem um hit mundialmente famoso. É o meu favorito e não tenho a menor ideia de quantas vezes o escutei... Amoreena emociona!

domingo, 19 de setembro de 2010

Top 5 – Shows que eu queria ter visto – Parte I

A idéia nasceu numa manhã de sábado em que eu escutava o acústico do Nirvana depois de muito tempo. Fiquei pensando “putz, como eu queria ter visto esse show”, rapidamente uma lista me veio a mente com os shows que eu gostaria de ter presenciado... aí vai a primeira parte...

George Harrison – The Concert for Bangladesh (1971)

O primeiro concerto beneficente já feito. George Harrison convidou amigos e parceiros para fazer um espetáculo em nome de Bangladesh, local de nascimento de seu grande amigo Ravi Shankar. Ringo Starr cantou seu então hit, a excelente It Don´t Come Easy, mostrando que uma carreira solo sairia do “quarto” Beatle; Leon Russel fez um medley com Youngblood e Jumpin´ Jack Flash; Billy Preston empolgou com That´s The Way God Planned It e Shankar apresenta uma longa peça indiana. Bob Dylan (que só confirmou presença quando entrou no palco), executou Blowin’ In The Wind, The Times They Are A-Changing, Mr. Tambourine Man e Just Like a Woman. George Harrison fez uma apresentação esplendorosa com músicas da sua então recente carreira solo como Beware of Darkness, My Sweet Lord e Bangladesh e os clássicos absolutos dos Beatles Here Comes the Sun, Something e While My Guitar Gently Weeps. Tudo isso com a participação de um guitarrista chamado Eric Clapton! Mais histórico que isso, quase impossível...


The Beatles- San Francisco (EUA) - 1966

Entre as apresentações mais famosas dos Beatles estão as do programa televisivo de Ed Sullivan em 1964, maior audiência da TV americana até aquele momento; a apresentação no Hollywood Bowl em 1965 em Los Angeles – recorde de público e primeiro show em estádio; o concerto do Budokan no Japão em 1966; a primeira apresentação televisiva via satélite cantando All You Need Is Love em 1967 e o clássico Show do Telhado (Rooftop Concert de 1969). Porém eu queria mesmo ter visto o último show ao vivo em agosto de 1966 no Candlestick Park em San Francisco. Eles já estavam cansados de fazer turnês e ali encerraram uma maratona que durava praticamente 9 anos ininterruptos. Foi um marco na carreira da banda!

Nirvana - Unplugged MTV (1994)

Show que motivou essa lista, teve um impacto muito forte pra mim. Comecei a ouvir Nirvana na minha pré-adolescência e acho quase impossível que uma pessoa de 13 anos que se interessasse em rock´n´roll não se sentisse atraído por músicas como Smells Like Teen Spirit ou Lithium (clássicos do disco Nevermind de 1991). Porém, o acústico foi algo bem diferente do que eles normalmente faziam (e confesso que não gostava do Nirvana no palco, principalmente pelas apresentações erráticas e agressivas com o público de Kurt Cobain). Ouvir Oh Me, Plateau, Lake Of Fire e as versões de Polly, Come As You Are e The Man Who Sold The World foi uma grata surpresa. Essa última ainda me emociona. Foi a partir dela que descobri um dos artistas que mais gosto e respeito: David Bowie! Era o Nirvana se despedindo...

Led Zeppelin - Knebworth - 1979

Era o Led Zeppelin na sua reta final. Os dias do Led Zeppelin II, Led Zepellin VI, Houses Of The Holy e Physical Graffiti tinham ido... agora era pra se contentar com o inócuo In Though The Out Door! E se não estavam tão inventivos no estúdio, no palco parecia que uma nova era começava... os anos tocando juntos davam ao quarteto uma dinâmica impressionante. Achilles Last Stand é uma das coisas mais bem feitas que eu vi até hoje ao vivo; Kashimir é um convite à uma viagem mental mesmo no DVD, fico imaginando vendo e ouvindo lá; Rock And Roll está na sua melhor versão ao vivo e Whole Lotta Love parece reinventada no palco, principalmente na sua segunda metade. Como pode uma banda fazer isso? Não sei, melhor nem saber... John Bohan se foi... Jimmy Page e Robert Plant gravaram e tocaram juntos várias vezes depois disso, algumas delas com John Paul Jones, mas nada como naquelas duas noites de 1979!


Pink Floyd The Wall Live (1981)

Meu disco preferido é o Wish You Were Here, para mim o mais bem feito é Dark Side Of The Moon, acho o The Piper At The Gates Of Dawn aburdamente fantástico, porém é impossível um fá do Pink Floyd não gostar do The Wall. Não vou entrar nos problemas que envolviam a banda naquele momento e a irregularidade entre as músicas. Mas seja o que for que gerou um show como o The Wall, veio de mente(s) criativas(s) e perturbada(s). Contar uma história de alguém se isolando do mundo pode até parecer fácil no disco e no filme, mas no show... Ver uma banda executando as músicas enquanto um muro se constrói deixando a platéia sem “ver” os músicos é audacioso e, ainda, executando apenas músicas recentes, esquecendo os clássicos já feitos parece realmente loucura... tudo isso e as excelentes versões ao vivo é o The Wall Live. Fica aqui registrado apenas o lamento desse show não ter chegado em DVD até hoje. I wish I was there...

Em breve a parte II


domingo, 18 de julho de 2010

Paul McCartney fez o show da minha vida duas vezes












Falar de Paul McCartney é fácil, aliás, muito fácil. Ele foi um Beatle; ajudou a revolucionar a música nos anos 60; é o compositor mais bem sucedido da história; toca baixo, guitarra, violão, piano, teclado, bateria; pinta; compõe música erudita; lidera campanhas humanitárias; gravou com John Lennon, George Harrison, Ringo Starr, Stevie Wonder, Carl Perkins, Brian Wilson, Michael Jackson, Eric Clapton, Elvis Costello; já tocou em todos os continentes; é detentor do recorde de maior público pagante em um show... enfim... são mais de 50 anos de carreira bem vividos!

Sempre imaginei assistir um dos seus shows, tenho alguns amigos que já estiveram e sempre falam muito bem e acho que quando a gente deseja muito uma coisa, a gente consegue!

Então.... EU ESTIVE EM DOIS SHOWS DE PAUL MCCARTNEY EM 3 DIAS! E ainda tive o bônus de vê-lo tocando com Ringo Starr. Então são 3 vezes em 7 dias!

Impossível descrever o que se sente quando se assiste a um show do seu maior ídolo vivo (infelizmente George Harrison não está mais por aqui, é meu beatle preferido)

Paul toca por quase 3 horas com um fôlego impressionante pra quem tem 68 anos! Sabe exatamente o que fazer e dizer pra deixar uma platéia empolgada. Um show em San Francsco e outro em Salt Lake City, o primeiro em uma das cidades mais rock’n’roll que existe, o outro numa das cidades mais conservadoras. Os hippies e os mórmons! Paul se saiu bem com os dois...

Os repertórios foram praticamente idênticos e isso mostra a relevância da suas músicas já que os públicos eram bem distintos. Lá estavam clássicos dos Beatles como All My Loving, Day Tripper, Hey Jude, Let It Be, Yesterday, Blackbird, Back In The USSR... mas confesso que as músicas que mais me causaram impacto foram justamente as pós-beatles, aquelas da carreira solo como Letting Go, Live And Let Die, Ram On, Sing The Changes e Nineteen Hundred and Eghty Five! Homenagem a George com Something (que ele incorporou ao seu repertório desde o Concert for George em 2002) e a John Lennon com Here Today (a conversa que eles nunca tiveram) e A Day in The Life/Give Peace A Chance nos fazem pensar como seria o mundo com eles ainda presentes...

Tudo terminou, ficaram as fotos, as lembranças, os souvenires e, sobretudo, a vontade de ver outros shows!

Em outro momento vou postar aqui como foram as aventuras pra se estar presente nesses shows, por hora, fica o registro de um sonho realizado.

E no fim, o amor que você dá é igual ao que você recebe (Paul McCartney em 1969)

sábado, 10 de julho de 2010

Eu vi um Beatle, eu vi dois Beatles!

Eu amo a obra dos Beatles, quem me conhece, quase sempre compreende o seu impacto na minha vida. Posto isso, vamos à memorável noite de 7 de julho de 2010!

Cheguei no Radio City Hall e comecei a perceber que tudo era real. O letreiro (à moda antiga) anunciava Ringo Starr & The All Starr Band e as pessoas circulavam com camisas estampadas com imagens dos Beatles! Eu estava com minha grande amiga Cláudia Tapety, responsável pela minha ida.

Entrei no belíssimo Radio City Hall e procurei o meu lugar, sexta fileira à esquerda, bem perto do palco. Fiquei olhando e imaginando o que aconteceria em alguns minutos. A ansiedade era grande. Veria um dos meus ídolos tocando! Era a noite do aniversário de Ringo Starr.

20:00h e a banda começa a entrar no palco, a euforia toma conta do público, começa-se a ouvir o refrão “It don’t came easy, you know it don’t came easy” e entra um sorridente Ringo Starr no palco! O Radio City vibrava como se fosse algo vivo! Era um Beatle cantando!

Ao terminar a primeira música, eu grito para Cláudia (que estava duas fileiras à minha frente) ”mostra a tua faixa”. Pra nossa surpresa, Ringo leu o que estava escrito: “Ringo, I Love you, Happy Birthday, please, let me give you a presente” e depois ele disse ”Ok, now where is the gift?” e logo em seguida começou a cantar Honey Don’t! Pra quem saiu de Recife para Nova York pra ver o show era quase como um bônus...

O show prosseguiu com Ringo cantando clássicos dos Beatlles como "I Wanna Be Your Man" e "Yellow Submarine" e músicas da sua carreira solo como “The Other Side of Liverpool” e “Photograph”. Todas as suas apresentações eram intercaladas com os membros da sua banda que podem também cantar músicas de seus trabalhos anteriores. O destaque foi Gary Wright (que já gravou com George Harrison e o próprio Ringo) e todos os membros reverenciavam Ringo, principalmente em alusão aos seus 70 anos.

O show se encaminhava para o final quando antes da última música, entra a família de Ringo com um enorme bolo em forma de Bateria! Momento emocionante! Foi muito bom ver Ringo falando com os netos.

Em seguida, ele anuncia que vai cantar uma música e, que se a recepção não for boa, ele nunca mais a cantaria... o que vimos foi uma série de músicos e amigos de Ringo entrando no palco para cantar e tocar junto com ele... ali estavam Zak Starkey (seu filho que atualmente toca com o The Who), Jeff Lynne (amigo que ajudou a produzir a série Anthology e trabalhou com Paul McCartney, George Harrison, Bob Dylan e Roy Orbinson), Tom Petty e até Yoko Ono (devo dizer que essa presença não me agradou muito – antes do show tive a oportunidade de ficar a 1 metro dela). Todos cantaram "With A Little Help From My Friend".

Belíssima maneira se comemorar o aniversário, cercado pelos amigos e família e cantando ...”com uma pequena ajuda do meu amigo”...

O show terminou, as luzes se apagaram, a platéia estava excitadíssima e pedia pelo bis. Nesse momento fiquei imaginando como ele poderia fazer esse bis, cantaria "Octopu’s Garden", "Don’t Pass Me By" (da época dos Beatles) ou alguma da carreira solo?

E quem estava na frente viu quando um colocaram um baixo Höfner no palco! Um baixo Höfner! Marca registrada de Paul McCartney! Confesso que o coração disparou, fiquei nervoso, eu estava muito perto do palco... não havia nenhum anúncio de que Paul estaria no show (mesmo que houvesse um rumor)... e quando eu estava tentando me acalmar observando a reação da plateia (aqueles que estavam mais longe do palco não viram o baixo chegar), a banda começa a entrar novamente no palco... e vejo do meu lado direito aparecer PAUL MCCARTNEY!

Ele entra no palco, cumprimenta os músicos, saúda a platéia e a banda começa a tocar Birthday (música do Álbum Branco dos Beatles de 1968, que todo beatlemaniaco já ouviu em seu aniversário)... a platéia berrava, as pessoas saiam dos seus lugares, a segurança do local estava atônita porque não conseguia controlar tudo... eu me senti na beatlemania dos anos 60!!! Eu estava mais do que feliz... não sei qual a palavra que me descreveria naquele momento...

O show terminou e todos saíram! Fui ao encontro de Cláudia que estava gritando e chorando ao mesmo tempo, ficamos nos olhando, estávamos incrédulos sobre o que tínhamos presenciado. O Radio City lentamente se esvaziava, foi o mais próximo que se pode chegar de um show dos Beatles hoje, já que, infelizmente, não temos mais John Lennon e George Harrison.

Na saída, vimos um amontoado de pessoas que esperavam a banda sair do Radio City... Cláudia de maneira muito perspicaz localizou o carro de Paul McCartney (como ela sabia? Puro instinto – ela disse que ele sempre anda num carro daqueles – e dedução – a tampa do motor estava quente e Paul foi o último a chegar). Esperamos quase duas horas... mas valeu! Vimos a saída de Ringo e Paul. Cláudia inclusive conseguiu chegar bem perto de Paul e trocaram algumas palavras (que ela não lembra por estar muito nervosa...)

A quarta-feira 7 de julho de 2010 terminou. Mas a memória daquela noite seguirá para sempre... eu vi Ringo Starr no seu aniversário de 70 anos, eu vi Paul McCartney tocando com ele. Nada pode me tirar isso... a vida é feita também de lembranças... essa será uma das mais importantes para mim! Ainda bem!

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Uma obra através do universo!



Esse não é um blog sobre os Beatles, por isso vou fazer o possível para esse não ser um post sobre eles!

Recentemente entrei na era do Blu-Ray (mídia que venceu a guerra contra o DH-DVD pela sucessão do DVD) e minha primeira aquisição foi o filme Across The Universe.

Os musicais estão em baixa na produção cinematográfica há alguns anos, diferente dos tempos em que Gene Kelly, Doris Day, Frank Sinatra e tantos nomes estrelavam obras-primas do gênero. Porém, alguns cineastas ainda se arriscam no gênero e vez por outra filmes como Moulin Rouge e Chicago aparecem.

A simplicidade e a complexidade podem andar juntas e quando isso acontece, normalmente nos surpreendemos. É simples apreciar a música dos Beatles, ouvir suas melodias e gostar das suas letras. Mas é complexo produzir novas versões, mexer no “sagrado” para os fãs mais ardorosos. O próprio George Martin (produtor da banda e considerado o quinto Beatle) foi criticado pelas mexidas que fez no Yellow Submarine Songtrack e Beatles Love.

Então o que dizer de um musical do século XXI cantado e tocado por jovens atores e músicos que contam uma história toda criada a partir e através das letras das músicas dos Beatles?

O resultado é perigoso, mas é genial!

O filme Across The Universe pega o espectador e o leva para além do que se imagina... o roteiro trata do inglês Jude que chega aos EUA durante os anos 60 e se envolve com a estadunidense Lucy. Além disso, fazem parte da trama Max, Jo-Jo, Prudence e Sadie (todos nomes de personagens de músicas dos Beatles). A história usa as angústias e o rápido amadurecimento de pessoas que a princípio só queriam curtir a vida, mas são colocadas em situações que pedem um posicionamento, seja na vida afetiva, relacionamento com amigos, drogas, política, lugares e experiências... tudo isso ao som de versões bem criativas de várias canções de todas as fases dos Beatles. O filme conta ainda com a participação de Bono Vox como Dr. Robert, Salma Hayek como uma enfermeira em Hapinness Is a Warm Gun e Joe Cocker cantando Come Together!

Não quero dar mais detalhes sobre a obra porque cada pessoas precisa experimentá-la à sua maneira e quanto menos se sabe, acredite, nesse caso é melhor!

Algumas idéias parecem óbvias, mas nunca são produzidas, o Across The Universe foi.

Across The Universe. Dirigido por Julie Taymor. Elenco: Jim Sturgess; Evan Rachel Wood; Joe Anderson; Dana Fuchs; Martin Luther McCoy; T. V. Carpio; Bono; Eddie Izzard; Salma Hayek e Joe Cocker. Estados Unidos e Inglaterra, 2007. 133 min.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

O Revolver Mudou Minha Vida


Posso dizer que existe uma vida antes e depois do Revolver.


Eu já conhecia Beatles, claro! Help foi a música que marcou uma parte da minha infância, despertando meu interesse não apenas como apreciador, mas como um fã de música. A partir de Help eu comecei a buscar música e não apenas esperar que ela viesse até mim através do rádio ou TV, o que era de costume para a grande maioria das pessoas.


Em 1993 eu estudava num colégio no centro de Recife que ficava a cerca de 200 m de uma famosa loja de discos que misturava coisas novas com raridades (uma das poucas do gênero que ainda hoje existe). Era um oásis para colecionadores naquela época.


Fiquei durante três semanas visitando a loja, apreciando aquele amontoado de Lp´s, camisas e VHS, cd ainda era algo apenas para quem tinha muito dinheiro. Numa tarde de terça-feira fui lá para comprar o meu primeiro LP! De certa forma eu estava orgulhoso, saí de casa na certeza de comprar um disco!!! Havia juntado três semanas de mesada!


Eu não sei exatamente o porquê, mas naquele dia eu larguei mais cedo, fui até a loja e me direcionei à prateleira que continha os discos dos anos 60, lá estavam os lp´s dos Beatles entre outros nomes como Elvis, Rolling Stones, Credence Clearwater Revival e The Mamas & The Papas. Como eu já conhecia alguns discos dos Beatles, decidi comprar aquele que me pareceria mais desconhecido.


Olhei aquela capa em preto-e-branco com uma colagem de fotos misturadas a 4 desenhos que representavam John, Paul, George e Ringo. Eu conhecia apenas duas músicas: Yellow Submarine e Eleanor Rigby. Comprei o Revolver, paguei exatamente Czr. 14.000,00. Peguei o ônibus com aquele monte de gente subindo quase ao mesmo tempo enquanto eu tentava proteger o vinil para que não amassasse ou quebrasse.


Cheguei e fui logo colocando o bolachão pra tocar. O que aconteceu em seguida foi algo que eu simplesmente não consigo descrever.


Uma voz fazia uma contagem “one, two, three, four” e entrava uma batida de guitarra com uma voz firme e logo em seguida uma bateria seca e marcante e depois um backing vocal. As lembranças são bem fragmentadas, mas me recordo de uns acordes de um instrumento para mim totalmente estranho (Love You Too), um riff de guitarra totalmente desconcertante (She Said She Said), um naipe de metais (Got to Get You Into My Life), uma voz que parecia lamentar algo (For No One), uma música que parecia vir de longe e se materializar (I Want To Tell You) e, por fim, uma coisa tão estranha e fascinante que até hoje me faltam palavras pra descrever (Tomorrow Never Knows).


Lembro claramente da minha reação, eu ficava no terraço me perguntando o que é isso? Que banda é essa? Que instrumento é esse? Quem canta isso? Me parecia que essa não era a banda que eu já conhecia há alguns anos.


A partir daquele momento, despertei um interesse em conhecer música, buscar coisas novas (mesmo que sejam antigas), de descobrir novos sons, melodias, vozes, arranjos. De certa forma, aquela tarde e o Revolver moldaram minha personalidade. Creio que até hoje procuro aquela sensação, cheguei perto algumas vezes, mas nenhuma com tanta intensidade. Se hoje eu tenho o costume de “garimpar” cd´s e dvd´s em todas as lojas e cidades que visito, de ter a coleção que tenho, isso aconteceu graças ao Revolver e aos Beatles e aquela tarde de 1993.


O Revolver mudou minha vida!

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