terça-feira, 30 de setembro de 2014

Só um amigo do orkut



A efemeridade de algumas relações é extremamente interessante. Algumas pessoas que em meados da década passada tinham uma grande importância na minha vida, hoje eram "apenas" um amigo no orkut... 


Com o fim definitivo do orkut, eu decidi dar uma olhada por lá... Eu o checava quase diariamente entre 2004 e 2010, minha última atualização foi de dezembro de 2011. Não vou fazer uma lista saudosa de coisas que ali vi e vivi como comunidades, scraps, testemunhos, polêmicas e tudo mais porque me chamou atenção mesmo foi a lista dos amigos! 


Percebi como algumas pessoas ficam pra trás nas nossas vidas, aquele colega de trabalho, de faculdade, da internet (entre 1997 e 2001 eu frequentava as salas de bate-papo do Uol e conheci muita gente legal lá, inclusive a minha mulher), ex-alunos, etc. Tinha gente que eu não conseguia lembrar de onde era. Encontrei também pessoas que havia perdido o contato (porque não consultava mais o orkut), mas queria ter de volta e foi só colocar no facebook e achei! 


Eu não me considero uma pessoas saudosista... Posso lembrar com carinho da minha infância, com um pouco de receio da minha adolescência, com orgulho dos meus vinte e poucos anos... Mas o melhor é agora... Fiquei imaginando que eu também deveria representar apenas um amigo no orkut de alguém. Confesso que é um pensamento desagradável, mas é a minha última lembrança do orkut! Sem lamentos, a vida segue...

domingo, 10 de agosto de 2014

Paternidade, ano 2

Normalmente quando ela quer ir para algum lugar, ela vem e diz "mão", é o suficiente para que  pegue a nossa mão e nos "conduza". Acredito ser uma maneira de se sentir segura.

Mas naquela noite de 21 de julho, momentos antes da sua mãe viajar e duas noites antes da minha viagem, foi diferente.

Passamos o dia a arrumar malas, falar sobre viagens, organizar mais um momento de distância, algo infelizmente cotidiano nos últimos dois anos e ela estava por ali, andava de um lado pro outro, brincava, falava no seu idioma próprio, 1 ano e pouco mais de 8 meses, mas muito observadora.

Sua mãe estava pronta, fui abrir  porta para sairmos... aí ela veio até mim, me puxou pela perna (algo nunca antes feito) e começou a me conduzir para o centro da sala, fiquei sem entender, mas obedeci.

Foi até a sua mãe e fez o mesmo, a puxou pela perna e a levou até mim. Depois com cada braço na perna de um dos pais, nos aproximou até que tocássemos um no outro.

Entendemos o que ela queria e assim nos abraçamos... Olhamos para baixo.

Ela estava nos abraçando e rindo...

domingo, 3 de agosto de 2014

Prazeres Musicais 3!

Ao pensar no trabalho dos meus sonhos, normalmente me vem algo envolvendo música e colecionar discos! Juntando as duas paixões, ter uma loja de discos seria o trabalho da minha vida... Não!
Simplesmente não consigo vender nada da minha coleção...
Claro que já me desfiz de muita coisa (repostas por edições mais recentes/melhores), mas nunca as vendi, sempre presenteei alguém que imaginei poder gostar. Acho que acertei mais do que errei... E hoje (aliás, ontem) pude perceber exatamente como me sentiria sendo dono de uma loja de discos.
Estava em uma de minha andanças pelo centro de Québec (uma transposição do que fazia em Recife nas manhãs de sábado), quando vi que a melhor (e mais cara) loja de discos da cidade anunciava seus 18 anos de existência - é desses tipos de lojas que mesclam usados e novos, fazem rolos e sempre tem raridades fora de catálogo)! Descontos entre 15% e 75%! Entrei claro... De cara, achei um cd do Yes que procurava havia algum tempo...

Depois de olhar a seção de rock, pop, blues e jazz fui pagar o cd quando vi lá, imponente, intacta, quase imaculada, aliás, imaculado: o box Shine On do Pink Floyd! Item que desejo desde 1992!!! Isso, 1992! Quantas lembranças tenho de ver esse box nas mãos do meu tutor musical ou até de ter encontrado em algumas lojas da vida, seja caríssimo, detonadíssmo, ou incompleto. Mas hoje, estava lindo, completo!
Perguntei quanto custava, o vendedor com um ar meio constrangido me disse o preço e que ele se encaixa nos itens usados que estavam com 50% de desconto! Examinei e logo disse: vou levar!
O vendedor ficou visivelmente triste. Acredito que um dia ele pensou em vender aquele box, mas não por aquele preço.... Imagino que quando pensou nos descontos de aniversário, vinha em sua mente desovar aqueles cd´s de Tony Braxton, Celine Dion ou a coletânea de hits dos anos 90 que ninguém se interessa, mas nunca o SHINE ON DO PINK FLOYD! O SHINE ON DO PINK FLOYD!

A minha felicidade contrastava com sua tristeza e depois de 22 anos eu incluí na minha coleção seu item mais esperado. A sensação é indescritível e só os colecionadores entenderão!
Hoje ficou claro que eu nunca poderia transformar meu prazer em trabalho! Viva aos prazeres musicais!

Parte 1 aqui e Parte 2 aqui

domingo, 20 de julho de 2014

Redemoinho de amizades

Olhei pela janela e uma das pessoas mais generosas que conheci, carregava todas as latas que eu havia juntado no inverno quebequense pra fazer a "recoup", ela veio da Espanha.

Isso me fez lembrar do meu primeiro amigo, nos conhecemos aos 5 anos de idade e do meu amigo mais próximo em Petrolina. Automaticamente, me veio à mente a imagem do meu grande (em todos os sentidos) amigo de Recife e de nossa cumplicidade. Num piscar de olhos estava em Québec novamente e lembrava do amigo americano com quem tinha tido uma das conversas mais profundas da minha vida há apenas algumas horas e, com ela, o amigo iraniano. Me remeti ao meu irmão, meu amigo de toda a vida (pelo menos a dele que é mais jovem que eu) e de como estivemos longe-perto. Fui à São Paulo e lembrei da minha amiga de andanças, voltei ao Recife e ao amigo que pouco encontro recentemente, mas que está sempre na minha memória. Fui à Petrolina ao encontro da minha amiga do whisky e seu filho (meu amigo-criança). Pisquei os olhos e estava em Recife novamente com meu amigo-tutor de música. Viajei à Nova Iorque à noite em que vi dois Beatles tocando juntos com minha adorável amiga (my love) e depois retornei à casa do meu amigo em New Jersey. Já estava em Québec e às conversas agradáveis-intermináveis com meu amigo mexicano, fui à Inglaterra e lembrei do desabafo do meu amigo inglês e, em seguida à Olinda, onde estava a infância com meu pai-amigo, o que me levou à lembrança dos meus tios-amigos, muito próximos na minha adolescência. Fui então ao mercado da Boa Vista e aos amigos da faculdade recordando os amigos professores e os demais amigos que não tenho mais contato e, em seguida, estava em Petrolina recebendo amigos queridos em minha casa. Meus amigos peruano e colombiano me recebiam de braços abertos no Canadá e eu olhava pra cima e lembrava dos tempos do curso de inglês e dos grandes amigos que ali fiz, automaticamente estava no Ensino Médio (antigo científico) e próximo aos três queridos amigos que, pelos desencontros da vida, mantenho contato apenas com o bluseiro. Pensei na Ilha de Fernando de Noronha e na Alemanha, onde estão duas queridíssimas amigas. Já estava novamente em São Paulo com minha amiga-irmã, que "conheci" em 2007 e de volta à Recife com alguns amigos do mestrado. De lá, voltei à minha infância e à lembrança da minha querida prima e dos meus primos, que são os melhores que a vida pode te dar. Voltei à São Paulo, onde estão as queridas primas e primos e, de lá, Paulo Afonso. Já estava então no meu primeiro emprego, num almoço, onde o companheirismo a e amizade rompiam a barreira do trabalho e na minha estréia como professor universitário, onde a sinceridade estava acima da falsidade. De volta à Québec, encontrava minhas amigas francesas e, no mesmo idioma, minha a amiga quebequense. Voltei ao fim dos anos 90 e aos amigos que fiz na Internet e até as ex que não se tornaram amigas. Estava então com meu amigo que se foi muito cedo e depois lembrei do meu amigo-primo-sobrinho que tem uma vida pela frente. Me veio a imagem do ex-amigo e dos amigos que achava, ingenuamente, que tinha. Na memória também estavam os colegas do trabalho que se tornaram amigos, assim como os ex-alunos que hoje são amigos. Lembrei também do ano 2000, onde conheci minha amiga-companheira que está comigo até hoje, o que me remeteu ao casal de queridos amigos e minha adorável afilhada.

Dei uma pausa, respirei um pouco e lembrei da minha amiga-mãe que sempre me apoiou não importa o que eu fizesse e, no maior amor do mundo, lembrei da minha amiga-filha e o momento lindo que foi sua chegada ao mundo e imaginei tudo que ainda vamos viver...

Olhei novamente pela janela, pessoas que eu não conhecia agora andavam pela rua...


Isso aconteceu em 5 minutos no dia 1 de maio de 2013, Bridge Over Troubled Water com Simon & Gurfunkel tocava...

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Não busquemos um Barboza!

No futebol, o famoso complexo de vira-lata do brasileiro é ao contrário! Sempre pensei assim... Nosso futebol é baseado quase sempre em resultados e nos acostumamos a dizer que temos os melhores jogadores, mais títulos, camisa "pesada"...  Quando vencemos, foi obrigação e tem que dar show, quando perdemos, alguém tem culpa... Quanta arrogância! Assim "endeusamos" ou "execramos" jogadores e técnicos, como se eles fossem os únicos responsáveis pelo futebol.

Acredito que isso pode mudar, o bom humor das últimas derrotas sustentam essa afirmação. 

Ficamos em quarto na "nossa copa do mundo", mas o desempenho e os resultados foram péssimos... Vimos a seleção sucumbir à pressão e a incompetência. Entretanto, será que teremos complexo de vira-lata até no futebol? Não sei... continuaremos a acompanhar e amar futebol, mas repensá-lo é necessário!
Dessa vez não teremos o Júlio César de 2010, o Roberto Carlos de 2006, o Dunga de 1990, o Zico de 1986, o Cerezo em 1982 ou o mais perseguido de todos: Barboza de 1950! Não aceitemos as teorias de venda ou compra de copa... Perdemos os jogos, perdemos a copa, perdemos um pouco do nosso brilho... Mas é melhor assim, em vez de escolher um Barboza, que não sejamos Barbozas! Que não busquemos um Barboza! 

sexta-feira, 27 de junho de 2014

O melhor som do mundo


Gosto daquele ruído da madrugada de uma cidade grande e também daquele silêncio de uma casa na zona rural no mesmo horário.
O som violento das ondas rebentando nas rochas é, para mim, contraditoriamente, tranquilizante, assim como me traz paz o barulho de uma cachoeira. Ainda sobre as águas, som da chuva sobre as folhas sempre me agradou.
Do passado, lembro como o som da sirene do recreio da escola me deixava feliz, assim como "oh oh" do esquecido ICQ ou ainda o da internet "discada" quando me conectava após a meia-noite.

Eu gosto do som da guitarra, baixo e bateria juntos, a base do rock'n'roll, mas tenho uma predileção pelo som dos solos de David Gilmour e as vozes de John Lennon, Stephanie Dosen, Michael Stipe e Al Pacino. O som do público cantando em coro Hey Jude ou gritando gol do meu time, me faz bem.

Adoro o som do plástico de CD sendo rasgado e do plástico bolha estourando.
Aquele leve ruído de lençol e travesseiro roçando quando você acorda vagarosamente depois de uma noite bem dormida é reconfortante.

Certamente há outros sons que me agradam e listar todos seria impossível, entretanto, de todos os sons, nenhum me causa mais alegria que a voz da minha filha dizendo: Papai! 


sexta-feira, 30 de maio de 2014

Se eu não entender, não vou responder, então eu escuto


Eu não conhecia o básico do francês quando cheguei em Québec. Começava a jornada em que escutar era mais importante que falar. Era a melhor opção.

Eu não sei dizer
Nada por dizer
Então eu escuto

E naquela cacofonia de sotaques, erres e bicos eu me sentia perdido. Aqui e ali uma palavra semelhante ao português ou ao inglês me dizia que aquele era um idioma mais próximo do que distante.

Se você disser
Tudo o que quiser
Então eu escuto
Fala

Alguma coisa está acontecendo, mas você não sabe bem o que é. A sensação de isolamento te deixa meio alienado. Decisões sendo tomadas, opiniões externadas, piadas proferidas, risos e você lá... Apenas lá.

 lá, lá, lá, lá, lá, lá. lá, lá, lá
Fala

Estar num lugar onde não se entendo o que está sendo dito é um exercício de humildade. Com o tempo e o esforço, você começa a entender. Mas aí vem o maior desafio: Falar!

Se eu não entender
Não vou responder
Então eu escuto

Como é difícil querer dizer algo e não encontrar o vocabulário, faltam verbos, sobram frustrações.

Eu só vou falar
Na hora de falar
Então eu escuto
Fala

Aujourd'hui je peux me communiquer en Français. Mais c'est tard. J'écoute plus que je parle.

lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá
Fala
Parles-toi


P.S. A música Fala dos Secos & Molhados, com sua simplicidade e profundidade, pode ser usada em vários contextos, mas aqui ela define um ano e meio de vida num meio francófono. 


quarta-feira, 21 de maio de 2014

Portenhos, parisienses e cariocas

- Quem fala assim são os portenhos, nós não queremos falar como eles. Definitivamente, não!

- Ah, detesto esse tipo de comportamento. Isso aí é em Paris, em Nantes não é assim... Na verdade, para os parisienses eu sou uma camponesa. Não vejo problema nisso, se não fosse dito de maneira pejorativa.

- O Brasil não é um país de samba, praia, futebol e mulheres dançando. Essa visão não nos representa.

A primeira frase foi dita por uma argentina, a segunda por uma francesa e a terceira é exaustivamente dita por mim!

De onde vem a reputação que alguns países tem? O argentino metido, o francês arrogante e o brasileiro festeiro?

Percebo, morando fora do país, que a imagem do brasileiro é deturpada e quase sempre associada à uma caricatura do carioca do século passado. E por mais que muitos brasileiros não concordem e não reforcem essa imagem, pensam parecido quando falam de outros estrangeiros. Buenos Aires e Paris são capitais de países com forte diversidade interna. Quem já viveu em qualquer metópole sabe o que é conviver com poucos sorrisos, muita pressa e grande oferta de diversão. Mas daí a pensar que isso representa um país é, no mínimo, uma generalização grosseira. Nisso, somos muito mais parecidos que diferentes. 
Há um tempo que penso que a "identidade" brasileira é muito mais carioca do que de fato brasileira. Em um dado momento (que não sei precisar) tudo que era carioca tornou-se nacional e o que não era, recebeu o rótulo de regional. Isso persiste até hoje, ou não seria o forró um estilo musical regional enquanto a bossa nova é nacional?

Transpondo para outros países, precisamos fazer um exercício constante de não generalização e buscar conhecer mais os outros.

Aprendi que o argentino não é o portenho, o francês não é o parisiense e o brasileiro não é o carioca. E eu não sei o que são...

quarta-feira, 30 de abril de 2014

O meu gosto musical é melhor que o seu



Ruim não é a música que você ouve, mas COMO você a ouve. Foi essa a conclusão que cheguei depois de anos pensando sobre o assunto.

Eu detesto pagode, axé, sertanejo (pós anos 90), forró eletrônico, brega, funk, hip hop e mais um punhado de estilos. Porém, confesso que pouco me incomodaria se as pessoas que escutam isso, o fizesse em particular, do mesmo jeito que eu faço com o rock, mpb e blues!

Sempre achei terrível ser "invadido" pelos carros com sons turbinados, as "anuncicletas", os vizinhos inconvenientes, os celulares sem fones, os bares ou igrejas estridentes. Isso causa raiva, animosidades e uma discussão sem fim sobre "gostos musicais". 

Outro dia alguém me perguntou o que se toca no Canadá, de bate e pronto respondi que era o pop, rock, blues... A pergunte seguinte foi: Quais artistas? Aí fiz uma pausa e tive dificuldade em responder, simplesmente porque não sei. Claro que quando estou num pub, loja de discos, show ou vendo TV, eu tenho uma ideia. Mas isso é pouco...

A quantidade de fones que vejo nos ouvidos é enorme e em todos os lugares pessoas estão ouvindo algo. Mas por que eu não sei o que escutam? Simplesmente porque a música aqui é uma experiência pessoal, na maior parte do tempo, e coletiva, apenas em locais reservados a isso. Isso se chama respeito! 

Pensando assim, a "minha" música é infinitamente superior porque ela respeita a todos.


terça-feira, 22 de abril de 2014

Top 5 - Filmes que mudaram minha vida Parte 3


Quando eu vi pela primeira vez aquele cara do meu gibi voando em um filme, fiquei impressionado! Depois ele simplesmente colocava óculos e era um cara normal. Sendo uma criança que cresceu usando óculos, imaginar ser o Super-Homem (como chamávamos na época) era um grande escapismo. Na minha cabeça, eu era o Super-Homem, mas só iria revelar isso ao mundo quando crescesse. Bom, cresci e... Ah, mas certamente aqui foi o início da vida nerd!


Eu o vi quando tinha uns 13 anos e não se vê esse tipo de filme com essa idade sem ser impactado. A agilidade das cenas, a narração do protagonista, a violência e a trilha sonora me deixaram impressionado. Lembro que quase todas as semanas eu o alugava (no velho tempo da locadora de VHS) e ficava revendo. Era um mundo que me encantava e repugnava ao mesmo tempo. Mas foi ali que comecei a perceber que a sociedade não era o que aparentava, havia muito mais coisas que eu desconhecia e isso moldou o tipo de adolescente que fui, diferente dos outros, eu não sabia nada da vida e estava certo disso.


Lembro de ter comprado essa trilha por indicação do dono da Disco de Ouro. Fiquei impressionado com o que ouvia e meses depois o filme estreou no cinema. A história de um cara jovem, dono de uma loja de discos (um dos meus sonhos), que grava fitas (!), tem amigos estranhos (!!), possui uma coleção de vinil (!!!), faz top-5 (!!!!) e problemas amorosos... Ah... esse era eu! Nunca me vi tão representado no cinema. Logo comprei o livro que deu origem ao filme e seu autor, Nick Hornby, um inglês fanático por música e futebol tornou-se um dos meus favoritos. Eu percebi que filmes adultos não precisavam ser chatos

Tudo Acontece em Elizabethtown

Eu já conhecia o diretor, Cameron Crowe e o trailler me atraiu bastante. Porém, foi o momento em que vi esse filme que o colocou nessa lista. Ele representa um dos períodos mais difíceis que passei... bom, não posso contar muito sobre o filme porque estragaria a experiência de cada um. Mas a jornada do protagonista e as pessoas que ele vai encontrando, principalmente uma delas, era algo que eu esperava que acontecesse comigo. E a trilha sonora está em todos os momentos da minha vida desde então.



Eu escrevi um post sobre esse filme... Comecei a ver a vida de maneira diferente depois daquela noite em que assisti a história de Chris McCandless.

Parte 1 aqui e Parte 2 aqui

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Top 5 - Filmes que mudaram minha vida Parte 2 - Por Flávia Novaes



1 - Star Wars,Uma Nova Esperança  -  Amo a saga inteira, vejo e revejo sempre, mas o episódio IV é marco da minha infância, inclusive um dos primeiros filmes que assisti no cinema da minha cidade, Cabrobó, que era do meu avô (não tinha como não amar a sétima arte, né?). Meu primeiro amor foi o Luke Skywalker.


 2 - Beleza Roubada  (Bernardo Bertolucci) - da adolescência... me via totalmente na personagem principal e até hoje sonho em morar na Itália e passar dias e noites ouvindo música, batendo papo com meus amigos e ao redor de, claro, uma mesa enorme de queijos, macarrão e vinho.


3 -  Pulp Fiction – nasce aí o amor pela estética Tarantino (sangue e pop culture).
4 – Na Natureza Selvagem – um encontro comigo mesma e uma trilha sonora abusiva de boa.

5 – Onde Vivem os Monstros – descobrir que apesar de tudo, tudo que essa vida faz ou não com a gente, ainda dá pra sonhar acordada.









Sou boa com as palavras não, mas é mais ou menos isso aí.....

Parte 1 aqui e Parte 3 aqui

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Top 5 - Filmes que mudaram minha vida Parte 1 - Por Dyogo Alvaro


ForrestGump

“A vida é como uma caixa de chocolates, você nunca sabe o que vai encontrar”. Talvez essa seja a principal lição de Forrest Gump.
De forma tocante e sensível o filme nos mostra que, por maiores que sejam nossas limitações e obstáculos, podemos superá-los sem mudar nossa essência. Ir em busca do nosso destino fazendo uso do que temos de melhor dentro de nós mesmo sem termos nenhuma garantia do que vamos encontrar.Forrest Gump é um filme para ser visto e revisto e a cada nova visita ao filme uma nova lição é aprendida e as mesmas emoções ressurgem.

Jim Carrey é Joel Barish, tímido, reservado, introspectivo, carente, inseguro...  cuja vida se resume em ir do trabalho pra casa e de casa para o trabalho. Impossível não me identificar com o personagem. Um dia conhece a espontânea e excêntrica Clementine (Kate Winslet), por quem logo se apaixona.
Por que me apaixono por toda mulher que me dá um mínimo de atenção? (Joel Barish)”.
Os dois se apaixonam, mas em um dado momento Clementine resolve apagar Joel de sua vida. Indignado, ele decide passar pelo mesmo procedimento, porém se arrepende em meio ao processo ao perceber o quanto ela é importante para ele, o quanto é apaixonado por Clementine. Começa então uma corrida, uma luta para que as lembranças que ainda restam de Clementine permaneçam vivas em sua memória.
O filme nos mostra que pessoas tão diferentes podem se apaixonar. Nos mostra que o amor faz com que nos apaixonemos pela mesma pessoa várias vezes (como acontece com Joel e Clementine). Brilho Eterno de Uma Mente sem Lembranças se torna um novo filme a cada vez que o assistimos, novas perspectivas são criadas, novas percepções são afloradas... e cá estou eu ainda esperando encontrar a minha Clementine Kruczynski (e se tiver cabelos coloridos e o rosto da Kate Winslet, melhor ainda)


De Volta para o Futuro é daqueles filmes que marcam uma geração, viram ícones, viram referência. Não tive a oportunidade de ver o filme no cinema, tive que apelar para o VHS (agora me senti velho), mas isso não foi empecilho pra ser fisgado pela magia do filme.
Misturando ficção científica, aventura e humor, amparado por uma dupla de protagonistas bastante cativantes (Michael J. Fox e Christopher Lloyd) e uma trilha sonora da mais alta qualidade De Volta para o Futuro sempre me proporciona o mesmo sentimento de quando o vi pela primeira vez.
Mesmo passados quase 30 anos do seu lançamento e já o tendo visto inúmeras vezes na TV e em DVD, o sentimento de querer fazer parte daquela história, de querer viajar no tempo, de me imaginar tentando corrigir alguns erros cometidos (sem querer tirar proveito financeiro da situação, pois o filme nos mostra que isso pode ocasionar muitos problemas) ainda se fazem presentes.
De Volta para o Futuro deve ser visto várias vezes. É daqueles filmes obrigatórios e que merecem ser curtidos por todas as gerações. Meu único lamento quando a esse clássico é não poder tê-lo visto no cinema, curtindo o hype do seu lançamento... nada que um DeLorean equipado com um Capacitor de Fluxo não possa resolver.


Superman – O Filme teve como um dos seus principais materiais de divulgação nos fazer acreditar que o homem poderia voar e pude comprovar isso ao ver, pela primeira vez esse clássico do cinema.
Talvez esse tenha sido o primeiro filme que lembro bem de ter assistido e me empolgado, ao ponto de brincar com uma toalha amarrada ao pescoço em uma tentativa de emular a capa do herói. Os créditos iniciais acompanhados pelo tema composto por John Willians até hoje me fazem voltar no tempo, tema esse que é o meu favorito dentre tantos outros desse mestre da música.
A primeira aparição do herói, na cena em que salva a mocinha (e logo em seguida um helicóptero) que cai da cobertura do Planeta Diário até hoje causa arrepio. É icônica. Christopher Reeve encarna perfeitamente o papel do azulão. Ele reflete a credibilidade na índole que do personagem e a sua elegância, sobretudo ao alçar voo, nos faz acreditar que o homem, de fato, pode voar. Um filme obrigatório.


Anos 80, época onde pequenos grandes clássicos do cinema nasceram: Curtindo a Vida Adoidado, Clube dos Cinco, Sem Licença para Dirigir, A Fortaleza, Mad Max, Karatê Kid e claro, Os Goonies.
Um grupo de amigos descobre um mapa onde dá a indicação de onde está localizado o tesouro do pirata Willy Caolho. Mickey, Brand, Bocão, Dado e Gordo partem em busca desse tesouro quando por acaso dão de cara com os Fratelli, uma família de criminosos que descobre o objetivo da garotada e também parte em busca do ouro de Willy. Até encontrar o navio de Willy Caolho os jovens (e os Fratelli) terão que superar diversas armadilhas preparadas pelo pirata a fim de que ninguém consiga roubar suas riquezas. A turma ainda irá contar com a ajuda do “Super Sloth” (um dos personagens mais carismáticos dos anos 80) nessa empreitada.

Os Goonies é um típico filme dos anos 80. Não é raso. Não é profundo. É pura e simplesmente uma aventura, é pura e simplesmente uma diversão. Um filme que reflete o espírito de toda uma geração. A diversão estava em correr pelas ruas, andar de bicicleta e, porque não, procurar tesouros de piratas.

Parte 2 aqui e Parte 3 aqui

terça-feira, 1 de abril de 2014

Yes!


Eu vi o Yes!

Abriram o show com Close to the Edge (um disco fantástico, porém difícil para o ouvinte casual), depois foram ao mais pop, Going For The One (e eu pude ouvir duas das minhas  preferidas, a faixa título e Wonderous Stories). Pausa de 20 minutos! Regressam com sua obra-prima: The Yes Album! Se eu já adorava esse disco, ouvi-lo ao vivo me deu uma outra dimensão do seu significado. Por fim, um bis com Roundabout do disco Fragile! Finalizava assim, a noite setentista, uma ode ao rock progressivo! 

O show do Yes pode parecer anacrônico, afinal tocar 3 discos completos com músicas de 20 minutos, abrindo mão do default Best of é incomum. Mas não à toa escolheram 3 dos álbuns mais consistentes e conhecidos da banda. Chris Squire e Steve Howe comandam tudo com muito carisma, presença de palco e  talendo impressionante! Alan White e Geof Downes dão segurança a banda e Jon Davison (o impressionante substituto de Jon Anderson) nos faz pensar que estamos, de fato, nos anos 70. 

Porém, talvez pensando na geração que tem acesso a informação imediata e fragmentada, antes do show, várias imagens contando a história da banda foram projetadas, tudo muito didático, quase um wikipedia. Cada música executada tinha seu nome escrito no telão, com a capa do álbum, tipo iTunes. Eram os anos 70 com cara de século XXI. O show agradou aos jovens (até uns 25 anos) e fez a velharada (aí me incluo, mesmo que só tenha 35 anos) delirar!

A música do Yes nunca foi óbvia e nem fácil. Raramente foi comercial, porém sempre foi instigante! O Yes foi uma banda que ajudou na transição entre o pop dos anos 60 ao progressivo dos anos 70, fizeram pop nos anos 80 e desde os 90 regessaram aos 70, no bom sentido. Mais de 15 membros já passaram por lá, incluindo Rick Wakeman, Trevor Rabin e Jon Anderson, mas a banda continua... Acho que sempre haverá um Yes porque os membros passam, a música fica...


Poderia tentar descrever o que foi o show, mas isso é impossível, a música do Yes não se descreve, se sente. A música do Yes te transporta para onde você quiser e às vezes você não volta. Bom, eu ainda não voltei de ontem... fiquei lá...

P.S. Sem fotos do show porque era realmente proibido e eu não vi ninguém tentando. A educação canadense sempre me surpreende!

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